segunda-feira, 11 de junho de 2012

Trecho da entrevista de Márcio Thomaz Bastos

O Advogado Márcio Thomaz Bastos, em entrevista ao canal Band News, falou sobre a pressão midiática nos casos criminais famosos, como Nardoni e Richthofen.

Desde a época do julgamento dos Nardoni, eu alardeava quanto a isso, eis que não havia uma prova sequer da autoria do casal. Houve, ainda, o episódio em que o Advogado Dr. Roberto Podval e sua equipe sofreram agressão física e verbal em um restaurante perto do Forum onde ocorria o julgamento, no intervalo para o almoço.

Essas pressões ilícitas da imprensa das grandes cidades e Capitais são muitas vezes fomentadas por servidores da Justiça, como promotores e delegados, ao já "sentenciar" "condenando" um acusado de crimes ou um réu que responde a processo criminal, em uma entrevista. Daí saem os subsídios que baseia-se a imprensa das grandes praças para fomentar a pressão social e divulgar apenas uma "notinha de fundo" da Defesa como contraponto.

O papel da imprensa das grandes cidades que acompanha casos criminais famosos não é fomentar a pressão, e sim divulgar fatos e acontecimentos; papel puro da imprensa.

A seguir, trecho da entrevista de Thomaz Bastos:


(...) "A grande imprensa tomou partido, elevou tudo a um ponto simbólico muito forte”, disse ele se referindo ao caso do mensalão. "Mesmo integrando um valor constitucional da mais alta nobreza, a imprensa não está livre de sofrer críticas”, ressaltou. O ministro lembrou de casos paradigmáticos onde a opinião pública atropelou o devido processo penal, como no caso Suzane Richthofen, quando a estudante acusada de matar os próprios pais foi julgada em meio ao clamor público".

"Lembrando Nelson Hungria, o entrevistado classificou como “publicidade opressiva”, o papel da mídia em casos como o de Richthofen, do casal Nardoni e mesmo o do assassinato da atriz Daniela Perez. “A vigilância da imprensa é fundamental, mas às vezes ela erra”, disse. “É uma máquina que empurra a todos, como uma tragédia grega, em que tudo já aconteceu, cabendo assim a encenação, quando chancela o veredito definido lá atrás”, declarou".


Entrevista completa em http://www.conjur.com.br/2012-jun-10/voltei-defensor-direito-defesa-mtb.