Pelo que estamos vendo na imprensa, já há o uso da mídia pelos policiais para dar todo o dia notícias do IP. Ora, mais silêncio, agilidade e trabalho para concluir o inquérito e apontar os indiciados, para que, enfim, o represantante do MP possa elaborar a denúncia na persecução criminal! Não concordo com o uso da mídia para contar toda a hora os desdobramentos de investigação, ainda mais em um caso que restaram 233 vítimas fatais, até o momento.
Nesta linha, temos a notícia do pedido de prisão temporária - e a concessão pela Justiça - apenas dos donos da boate e de dois músicos da banda. Mas e os servidores públicos que não fiscalizaram a boate não deveriam ser cautelarmente presos também? A prisão temporária é aquela imprescindível para as investigações do inquérito policial, como aduz o Código de Processo Penal. Eram necessárias as prisões? E se necessárias, porque a autoridade policial não pediu a prisão também do chefe dos bombeiros e do prefeito de Santa Maria ou outro servidor municipal, por exemplo? E o (a) promotor (a) de Justiça que não fiscalizou a Kiss? E a polícia que não deu "batida" na casa, com a autorização judicial? Enfim, são muitos negligentes no caso.
Sobre isto, diz o jornalista João Lemes no site Nova Pauta: "Olha, gente! Em vez de saírem por aí prendendo o dono da boate, os músicos (eles também devem pagar pelos erros, mas tudo a seu tempo), deveriam prender também quem deixa tudo no jeitinho para não perder votos".
Torço para que haja agilidade e ótima investigação, sem intenções de auto-promoção, para encerrar o inquérito e ser iniciado o processo criminal, para que a Justiça condene ou absolva.
Torço para que haja agilidade e ótima investigação, sem intenções de auto-promoção, para encerrar o inquérito e ser iniciado o processo criminal, para que a Justiça condene ou absolva.