sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Prestar e receber

Dias atrás um colega relatou-me um acontecimento entre ele e um cliente. Após aconselhar e explanar todas as técnicas e estratégias para a busca do direito, ao passar o valor de honorários o cliente simplesmente "fugiu", insinuando e pedindo a gratuidade da prestação do serviço. Meu colega recusou-se - com extrema razão - e o cliente saiu porta a fora.

Analisemos. O Advogado estuda durante cinco anos, passa por estágios e práticas jurídicas, enfrenta o “temido” Exame de Ordem, e continua estudando todos os dias em virtude das diárias alterações legais e de interpretações jurisprudencias, precisando atualizar-se constantemente. E por quê haveria de trabalhar "de graça" em um ou outro caso? Não há razão plausível para isso.

Profissional (de todas as áreas) capacitado, que se preza, deve cobrar os honorários com base no norte indicado pela tabela dos conselhos de classe e também nas suas convicções, no seu bom nome, entre outros.

Um profissional que sabe dar valor ao serviço prestado é garantia de ótima prestação no serviço. Por exemplo: se você procurar um odontólogo, advogado ou um médico, e ele lhe atender de graça, tenha certeza que ou você é o primeiro cliente ou apenas mais uma “cobaia”.

Por isso duvide sempre do profissional que não lhe passa valor de honorários para o serviço a prestar ou que quer deixar a cobrança deste valor apenas após o "resultado" do serviço prestado. Lembre-se que a advocacia, assim como as áreas da saúde são profissões de meio (com raras exceções) e não de fim, eis que o resultado prático da intervenção do profissional foge de sua atribuição.

Fuja dos verdadeiros “picaretas”, encontrados nas mais diversas áreas. Procure profissionais que saibam dar valor ao serviço prestado e tenha certeza que este profissional fará a preciosa busca a fim de resolver o seu problema, seja ele em que área for.