O Partido Progressista vai mesmo retribuir o affair do PMDB pelo apoio na eleição majoritária a José Fogaça? Indefinição.
Pedro Bertolucci, presidente estadual da agremiação, se reuniu ontem com Fogaça, na Capital, para tratar do assunto.
Bertolucci quer a vaga de vice-governador para o PP, além de vaga para o senado.
Fogaça e o seu PMDB, no entanto, parecem irredutíveis, e já sinalizaram o contentamento em ter Pompeo de Mattos (PDT) como candidato a vice-governador do estado.
No entanto, essa aliança PP/PMDB gera aborrecimento entre alguns progressistas, principalmente no interior do estado. Sinalizam, inclusive, que não farão campanha para Fogaça e (possivelmente) Pompeo, podendo votar até mesmo em branco.
Tudo isso em virtude dos confrontos, debates e rixas que ocorrem nos municípios nas eleições municipais, e que, pelos "muros" culturais e políticos erguidos nas pequenas comunas, nem com a ordem do Papa os diretórios municipais obedecem os estaduais quando sugerem a aliança com partidos políticos adversários (dentro da comuna).
E não dá para tirar a razão dos partidos do Interior, não é mesmo?
Imaginem dois partidos rivais e adversários nas eleições municipais, com trocas de acusações, ofensas, batalhas judiciais, denúncias e etc, e que tenham de se unir em prol de um candidato a governador, só porque o diretório estadual assim acha melhor. Quem obedece, na comuna? Ninguém, logicamente.
Por isso, nessa época do ano é comum ouvir as lamentações dos presidentes municipais e filiados, de que nunca são ouvidos pelos diretórios estaduais no momento das alianças políticas com partidos que são adversários nos municípios.
Prática que está longe de acabar.