terça-feira, 24 de novembro de 2009

O filme do Lula e as sandices tupiniquins

O filme do Lula chamado "Lula, o filho do Brasil" será lançado em 2010, dirigido por Fábio Barreto a um custo de R$ 15 milhões de reais.

Faltou, mais uma vez, vergonha na cara das organizações culturais, Ministério da Cultura, PT e outros indivíduos que moram em Brasília.

Além disso, o filme em questão é uma flagrante propaganda eleitoral para a "sucessora" Dilma.

A própria pré-candidata à presidência pelo PT, afirmou que o filme "Lula, o Filho do Brasil", deve influenciar nas eleições de 2010. O longa, que estreia em janeiro (portanto no início do ano eleitoral), "deve comover a população que teve seus interesses atendidos por ele", disse a ministra-chefe da Casa Civil em entrevista à rádio CBN, de Florianópolis.

Acompanho semanalmente as representações dos diretórios nacionais dos partidos políticos ante o TSE, por propaganda antecipada contra o PT e Dilma. E muitas estão sendo arquivadas, seja por perda de objeto, seja por inadequação da ação denunciada à ilicitude punível pela legislação eleitoral.

Gize-se, neste ínterim, que por conhecer a legislação eleitoral e atuar profissionalmente (também) nesta área, ressalto que o regramento é por vezes vago, o que lhe torna altamente interpretativo, vide que o Código Eleitoral entrou em vigor em 15 de julho de 1965, necessitando ser moldado à contemporaneidade mediante resoluções expedidas pelo TSE.

Alia-se ao fato que não existe oposição contra Lula. Digo, assim, Oposição, com "o" maiúsculo mesmo. O que temos são apenas meia dúzia de senadores e deputados federais peleando – como diria nosso atual presidente subseccional Santiago/Jaguari da OAB/RS, Dr. Alfredo Bocchi – com um "toco de espada. Mas peleando". No entanto, oposição que vá às ruas, que coloque o dedo na cara desses “mensaleiros”, desses sindicalistas com paletós de grife, isso não existe há tempos. E aí que vemos nossos ideais, nossas ideologias, nossos desejos de um País transparente indo por água a baixo, mais uma vez.

O filme do Lula é a cara do seu governo hoje: mera propaganda pessoal e política, o culto a sua imagem, a mediocridade de um presidente republicano. E a "primeira dama" (que de "primeira" só na hora marcada para a próxima plástica) alia-se ao retrato da sandicidade que decretaram no Brasil.

Eu não quero ver a história de um homem que perdeu um dedo quando era metalúrgico e sindicalista. Eu nem sei por quê ou quem cortou o dedo dele. Não me interessa! Na época de estudante, no estágio de práticas, não rara às vezes eu atendia cidadãos que perderam membros do corpo em serviços perigosos na labuta diária para colocar o pão na mesa dos filhos. E nem por isso eles tiveram um filme de suas vidas. Por que não gravaram o legado de JK? Sobre a história dos jovens que foram às ruas para pressionar o impeachment de um presidente da república, ou a história do velho Ulysses Guimarães, homem esquecido pelo seu próprio partido político? Personagens e fatos realmente marcantes na trajetória desse País.

Eu não quero ver a história da mulher "humilde" que se tornou a primeira dama, e que deslumbrou-se com o luxo e com o dinheiro que recebe para pagar as suas roupas de grife e as suas cirurgias plásticas. O que Marisa Letícia fez/faz por seu País? E esse deslumbramento é o resultado de colocar no poder quem nunca teve nada na vida (mesmo sabendo que Lula já auferia razoavelmente "bem" através do PT) e que se aproveita da coisa pública para ganhar notoriedade e juntar alguns contos de réis. Verdade seja dita: dona Ruth Cardoso, traída ou não, era o retrato das mulheres brasileiras à época. E dona Marisa? Respondo: é a caricatura dos emergentes, dos mesquinhos e arrogantes.

E ainda querem justificar a gravação do filme como se o “povo pedisse”. Ora, se alguém me desse uma justificativa plausível de por quê o filme fora gravado, eu até assistiria.

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Pensaram? Viram? Não existe justificativa, a não ser do culto a imagem e ao PT. E digo mais. Para mim, além de tudo, é um deboche à nação. É como se Lula e o seu PT caçoassem de nossas caras.

Como querer assistir o filme de um presidente que autoriza ajuda financeira aos bandos guerrilheiros armados e “desprovidos de vontade de trabalhar”, MST? Como assistir a trajetória de alguém que chega a presidência para apoiar Hugo Chávez e Fidel Castro, dois ditadorezinhos sem escrúpulos? Lula viajou quase um ano durante os 08 anos de governo e com seu mandato marcado pela corrupção! E que, debochando da minha e da sua cara, ironiza alegando que o publicitário Marcos Valério fora "infiltrado no PT"? Santo Deus! Quanta sandice!

E ainda haverá o retorno do dinheiro com os R$R$R$ dos senhores e das senhoras que assistirão a "obra célebre" nos cinemas. Afinal, meus amigos, ano que vem é ano eleitoral e é preciso arrecadar para o staff da campanha da "sucessora”.

Por isso é que realmente "nunca antes na história desse País" se viu tanta ironia, tanto deboche, tanta corrupção e o culto a imagem do presidente Lula, o "filho do Brasil".

E eu e você pagamos a conta.

Durma com um barulho desses...