quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tragédia anunciada e possível negligência

Vi na TV, ontem, que o Ministério Público, em Santa Maria, teria feito um acordo com os proprietários da boate Kiss para que eles instalassem material acústico dentro da boate, para não pertubar os vizinhos e acabar com a prática de crime ambiental, na poluição sonora.

Há, no acordo, fotos dos proprietários instalando a nova espuma e isolante, as mesmas que rapidamente pegaram fogo no dia 27.

Pergunto: por que o MP não foi fiscalizar, por representante in loco, a qualidade dos materiais empregados (para que fossem anticombustão) e a altura do rebaixamento do teto para instalação dos novos materiais? E se algum promotor conferiu pessoalmente, por que silenciou, chancelando, quanto aos materias empregados de fácil combustão e a altura do teto, principalmente sob o palco? Será que não certificou-se da qualidade dos materiais? Aí, então, estaria uma grande negligência e colocaria o representante do MP no rol dos possíveis culpados pelo incidente, ante a negligência.

Pode ser que as responsabilidades pela negligência sejam de vários personagens, caríssimos, inclusive de servidores que detém o papel da fiscalização do cumprimento da lei.