A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, reagiu na noite desta terça-feira (7/8) às críticas que Advogados fizeram pelo fato de ela ter deixado a sessão de julgamento da Ação Penal 470, o chamado processo do mensalão, para cumprir compromissos no Tribunal Superior Eleitoral. Cármen é presidente do TSE.
"Tenho trabalhado 18 horas por dia", afirma a ministra Cármen Lúcia.
Pois é. Se a parte se retira do ato judicial - uma audiência, por exemplo - ela pode ser considerada revel, se ré, ou o processo será sumariamente arquivado, se autora. E se o julgador se retira do ato, como ocorreu ontem com a ministra, o que ocorre? O ato deveria ser suspenso ou até considerado nulo, dependendo da situação.
Brasil, meu Brasil, país onde o representante do Ministério Público tem cadeira cativa ao lado do (s) julgador (es) nos tribunais e salas de audiências, diferente do sistema americano, por exemplo, onde Advogado de defesa e o promotor de Justiça tem seus lugares lado a lado, em frente ao magistrado e às testemunhas, respeitando e demonstrando por lá existir a paridade de armas entre defesa e acusação.
Eu imagino como os Advogados que atuam no caso do mensalão na defesa de seus clientes tiveram de ficar em seus Escritórios por mais de 18 horas para analisar o caso dos seus clientes (e as milhares de páginas dos autos) e ainda assim apenas ter direito a 1 hora de sustentação oral na sessão de julgamento no STF, enquanto o procurador-geral de Justiça sustentou suas razões por 5 horas, ao fazer a denúncia.
Brasil, meu Brasil...
E a ministra está cansada por trabalhar 18 horas? É até compreensível, claro. Mas e as férias de 60 dias? E o salário de mais de 20 mil reais pagos aos ministros do STF, afora os benefícios pecuniários altíssimos, não justificariam trabalhar "18 horas por dia"? Existem cidadãos brasileiros - os verdadeiros herois - que tabalham quase 20 horas por dia para ganhar menos de um salário mínimo.
Cansados estão os cidadãos brasileiros, com tantas barbaridades que só acontecem no Brasil, oriundas dos Três Poderes.
"Tenho trabalhado 18 horas por dia", afirma a ministra Cármen Lúcia.
Pois é. Se a parte se retira do ato judicial - uma audiência, por exemplo - ela pode ser considerada revel, se ré, ou o processo será sumariamente arquivado, se autora. E se o julgador se retira do ato, como ocorreu ontem com a ministra, o que ocorre? O ato deveria ser suspenso ou até considerado nulo, dependendo da situação.
Brasil, meu Brasil, país onde o representante do Ministério Público tem cadeira cativa ao lado do (s) julgador (es) nos tribunais e salas de audiências, diferente do sistema americano, por exemplo, onde Advogado de defesa e o promotor de Justiça tem seus lugares lado a lado, em frente ao magistrado e às testemunhas, respeitando e demonstrando por lá existir a paridade de armas entre defesa e acusação.
Eu imagino como os Advogados que atuam no caso do mensalão na defesa de seus clientes tiveram de ficar em seus Escritórios por mais de 18 horas para analisar o caso dos seus clientes (e as milhares de páginas dos autos) e ainda assim apenas ter direito a 1 hora de sustentação oral na sessão de julgamento no STF, enquanto o procurador-geral de Justiça sustentou suas razões por 5 horas, ao fazer a denúncia.
Brasil, meu Brasil...
E a ministra está cansada por trabalhar 18 horas? É até compreensível, claro. Mas e as férias de 60 dias? E o salário de mais de 20 mil reais pagos aos ministros do STF, afora os benefícios pecuniários altíssimos, não justificariam trabalhar "18 horas por dia"? Existem cidadãos brasileiros - os verdadeiros herois - que tabalham quase 20 horas por dia para ganhar menos de um salário mínimo.
Cansados estão os cidadãos brasileiros, com tantas barbaridades que só acontecem no Brasil, oriundas dos Três Poderes.