sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Esperança, de Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
- ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente
incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O valor da cultura (ao Patrono Charles Kiefer)


A Lei de Incentivo a Cultura - LIC é uma lei estadual, criada sistematicamente através da Lei 10.846/96.

Pois bem. Recentemente vimos os casos de corrupção que assolam a Secretaria de Cultura do RS, por supostas fraudes nos projetos culturais que chegam para pedir o auxílio monetário da LIC. Estas supostas fraudes, resumindo, seriam por causa da manufaturação de notas de despesas e porcentagens exorbitantes para os produtores culturais, que são os que detém atribuição para formular e requisitar o auxílio da LIC.

Assim, tenho visto por diversos festivais nativistas onde participo que a LIC está presente em todos, e quase sempre com a mesma produtora cultural, seja em cidades grandes, médias ou pequenas.


No entanto ontem, assistindo a TVE-RS, fiquei decepcionado ao acompanhar a "peregrinação" de Charles Kiefer, Patrono da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, uma feira de todos os gaúchos, para conseguir a guarida da LIC e poder acontecer a excepcional feira.

Até em seu blog Charles Kiefer desabafa: "quanto mais se aproxima o dia de inauguração da Feira, mais eu penso no sentido etimológico da palavra expectativa, 'olhar para o que está do lado de fora'. Porque, pelo lado de dentro, já estou vendo uma grande feira, a maior de todas, a mais alegre, a mais movimentada, a com o maior volume de vendas. Não porque eu seja o Patrono, mas porque a Feira do ano sempre supera a do ano anterior. Olho pro lado de fora e penso: 'Será que já saiu a LIC?' (...) "

Patrono Charles. Todos nós, gaúchos, é que devemos perguntar se a LIC já está disponível para esta grandioso feira. O valor da cultura não pode ser medido pela perspicácia ou persuasão usada por um produtor cultural ao discorrer perfeitamente em seu projeto cultural. O valor da cultura deve ser magnificado na extensão que seu valor trará, na importância e significado do acontecimento cultural. Isto é que deve ser levado em conta.
O valor da cultura é o preço das idéias.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O ano se foi, mas ainda dá tempo!


Hoje é terça-feira, 28 de outubro. O ano se foi.

Parece que foi ontem que vimos janeiro resplandecer, a páscoa chegar em abril, o frio alvorotar em junho, o tempo fechar a cara em agosto e os gaúchos extasiados com a semana farroupilha em setembro. Contudo, há 4 dias de novembro, o ano se foi!


Vejamos. Apenas dois meses nos separarão do natal e do ano novo 2009, e agora é a hora de começarmos a refletir sobre o que fizemos este ano. Sabe por quê? Porque, faltando dois meses para o fim do ano, ainda dá tempo de consertar muitas ações que foram feitas de forma errada, desastrosa, e, mais ainda, dá tempo de fazer tudo aquilo que ainda não se fez.

O beijo sincero e carinhoso no seu amor; a tatuagem dolorida; a visita na casa daquele amigo (a) tão especial e que a tempos não vemos; o dizer "eu te amo" aos seus pais ou para alguém muito especial; a viagem para aquele lugar paradisíaco; o corte de cabelo que nunca teve coragem; o "desculpa, eu errei" quando ferimos alguém em alguma ocasião neste ano; enfim, muitas ações e omissões podem ser corrigidas.

Ei! esse é o show da sua vida! Viva! O que está esperando? Dá tempo!

E é por esta razão que faço este desafio hoje: vá em frente, o ano se foi, mas ainda dá tempo de mudar muitas coisas. Fé e esperança sempre!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Escritório em Unistalda-RS

É com satisfação que já há alguns meses estou atendendo em Unistalda-RS, na residência da família, juntamente com meu pai, médico traumatologista e ortopedista.

Sou especialista na área do Direito Público, sobretudo na área Constitucional, Administrativa e Eleitoral, e atuo na defesa de servidores públicos municipais, estaduais e federais.

Caso Júlio Ruivo x Nenito Sarturi


Ouvi pela cidade, na popular "Rádio Corredor", que o delegado Nenito está pensando em ajuizar ação indenizatória por danos morais contra todos que de alguma forma feriram sua honra através da internet, através dos blogs, a respeito de sua conduta no caso da menina menor de idade.

Não irei aqui emitir juízo de valor sobre o caso quente em tela, até porque encontra-se em fase inquisitorial, no inquérito policial em andamento.

O que eu acho, no entanto, é que está se dando muito "pano pra manga" de todos os lados, investigados, vítimas e população de Santiago.

Se realmente houve este aliciamento promovido pelo Ruivo, isto virá a tona, comprovado no inquérito policial e posterior ação penal para eventual condenação. Agora convenhamos, sair espalhando isto pela cidade é muita sujeira com o prefeito eleito pelo POVO, Júlio Ruivo, em um verdadeiro jogo podre dos "politiqueiros" de plantão .

Por tudo isso prego aqui o respeito ao Prefeito Júlio Ruivo e também ao delegado regional de polícia José A. Sarturi, o Nenito, por serem ambas pessoas que estão desempenhando seus papéis públicos, até prova em contrário, em retidão.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Poema "Para Claudia - Nova Canção do Exílio", de Ferreira Goulart

"Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos
Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim
Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata
Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos"


Dedico este poema e mudo o título "Para Janira".