terça-feira, 29 de junho de 2010

29 de junho é o “Dia do Pescador”

Conhecidos por suas histórias repletas de misticismo, os pescadores brasileiros comemoram o seu dia em todo 29 de junho. Pelo fato de ostentarem o estigma de “mentirosos”, a escolha pela data chega a ser motivo de polêmica. Muitos pensam que, na verdade, 1º de abril é além do “Dia da Mentira”, também o “Dia do Pescador”. Ledo engano.

A explicação pela escolha de 29 de junho tem origem cristã. Nesta data o calendário católico celebra o “Dia de São Pedro”. Além de ser considerado um dos santos mais populares entre os religiosos, Pedro era pescador. Por isso a identificação dos pescadores com o apóstolo, que também foi eleito por eles como santo padroeiro.

Não é raro escutar pescadores contanto para quem quiser ouvir “causos” nos quais São Pedro fez milagres. Quando o dia não está bom para fisgar peixes, Pedro é o primeiro santo requisitado para, quem sabe, fazer as coisas melhorarem.

Verdadeiras ou não, as histórias contadas pelos pescadores ganharam muita fama. No meio sertanejo existem dezenas de músicas que abordam causos contados por aqueles que vivem na beira do rio, ou que usam a pesca como “desculpa” para sair de casa sem levar a mulher.

Lançado em 2009, o Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA) ainda não conseguiu oficializar os números da pesca no Brasil. Mas o primeiro passo já foi dado com o plano de monitoramento da pesca nacional. O lançamento aconteceu neste mês com o início do “Censo Pantanal”, que irá apresentar todos os dados da região relativos ao setor.

Existem basicamente três tipos de pescadores: profissionais, amadores e ribeirinhos. Profissionais são aqueles que dependem do pescado como fonte de renda. Algumas vezes esses acabam ultrapassando os limites com o uso de apetrechos de pesca em massa, como redes e anzóis de galho, e acabam multados ou até presos por desrespeitarem as cotas estaduais de pescado.

Os pescadores amadores precisam ter a licença de pesca para praticar a atividade tanto embarcada como desembarcada, também respeitando cotas e o período de reprodução dos peixes, a piracema, que na maioria das bacias brasileiras vai de novembro a março. As licenças passaram a ser emitidas pelo MPA e não mais pelo Ibama a partir de maio.

Os ribeirinhos são aqueles que vivem próximos de rios. Eles precisam se cadastrar para ter o direito de pescar durante o período da piracema, mas mesmo assim devem respeitar cotas e o uso de determinados tipos de apetrechos.

Falar nisso, como poderia não ser apaixonado por pesca esportiva tendo o sobrenome Ribeiro (ou como alguns me chamam, "ribeirinho", pois tenho o mesmo nome de meu pai) ?

Brincadeira a parte, o sobrenome de origem portuguesa é apenas coincidência a minha paixão pela pesca.

Pescar está no meu sangue desde que nasci, não me pergunte como, nem por quê. Não é a toa que tenho livros, revistas e materiais de pesca desde 1991. Quase relíquias.

Só que em virtude do desleixamento do homem, tudo está acabando. Poluição nas águas, matança de peixes, desrespeito às leis. Tudo isso vem ocorrendo no País.

Alguns que se dizem "pescadores", que acham lindo divulgar fotos de peixes mortos, já estrebuchados, essas verdadeiras "pestes" andam soltas por aí.

Assim como quem joga futebol não come a bola depois do jogo, nós Pescadores esportivos não matamos nosso oponente, salvo raras exceções para alimentação, em um ou dois exemplares, tudo sem radicalismo, claro.

O que vale é a emoção, a adrenalina, o contato com a natureza, os equipamentos, as técnicas, a emoção e muitas vezes até às lágrimas, quando o troféu é fisgado.

Poucos entendem esse sentimento.

Parabéns Pescador - aquele consciente, com "P" maiúsculo, mesmo - pelo seu dia.

(síntese sobre o texto de Lielson Tiozzo, revista Pesca & Companhia)