Partimos de Santiago - RS as 13h00min em uma van com um grupo de quatorze pessoas, chegando em Rivera às 16h00min. E logo na chegada, ainda cruzando a Polícia Rodoviária Federal em Santana do Livramento, pudemos visualizar a invasão de torcedores colorados, e que a paixão pelo clube não tem fronteiras.
Pessoas saiam das lojas, admiradas, com máquinas em punho, registrando o momento. Idosos, crianças e jovens uruguaios aplaudiam e tentavam cantar os cânticos que a torcida colorada entoava, ao comando da bateria da Torcida Popular, de Porto Alegre, em direção ao estádio.
Confesso que subindo as escadarias do estádio, quando enxerguei a grande torcida apaixonada colorada em pleno Uruguai, me arrepiei. Sensação que a última vez sentida fora na final da Libertadores da América 2006, no Gigante da Beira-Rio, edição que o Inter foi campeão.
O clima entre as torcidas era tranquilo. Presenciei vários torcedores do Cerro caminhando lado a lado com a torcida colorada, e muitos registrando o momento com fotos. Aliás, registrei o momento com alguns torcedores, e conversando um pouco com eles, senti que a paixão pelo clube fica restrita ao espetáculo de cânticos, gritos e incentivo, nada de brigas ou agressões. Claro, sempre tem os arruaceiros, mas estes prefiro nem comentar, pois para mim nem torcedores são.
Sobre a estrutura para receber os torcedores, percebi que dentro do estádio os uruguaios estão despreparados. Banheiros ruins e pouquíssimas opções de lanches e bebidas, e o pouco que tinha era com um preço "salgado".
Agora, é pensar no jogo de volta, no Beira-Rio, contra o mesmo Cerro.
E agradecer a Deus mais uma oportunidade de ver um jogo histórico, com uma tomada gaúcha e brasileira do Uruguai, mesmo que por, no máximo, doze horas.
Tenham certeza que Rivera e o lindo país Uruguai nunca mais esquecerão o dia uma cidade uruguaia ficou completamente vermelha.
(Todas as fotos registradas por mim)