sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pesca esportiva

Desde o início da humanidade, a pesca vem sendo praticada como uma atividade de subsistência do homem. O instinto de sobrevivência fez com que o ser humano buscasse na natureza alimentos saudáveis e fartos, e por meio da pesca também encontrou o que necessitava.

Métodos e técnicas foram desenvolvidos com o intuito de entender cada vez mais o comportamento dos peixes e facilitar sua captura. Com o passar dos anos, o ser humano foi modificando o seu modo de vida e a sua relação com o meio ambiente.

Com essas mudanças, a pesca assumiu valores diferentes e passou a representar, além de um meio de subsistência, uma importante alternativa de lazer. Daí a ser considerada um esporte e um segmento econômico foi só uma questão de tempo.

Para se ter uma ideia do quão sério esse esporte é levado, um pescador esportivo ganha US$ 1,2 mi ao vencer torneio de pesca nos EUA.

Kevin VanDam tem motivos de sobra para dizer que se diverte e ganha dinheiro ao mesmo tempo. Ao conquistar o Bassmaster Classic, o principal torneio de pesca da espécie black bass, realizado nos Estados Unidos, o americano de Mixigan faturou US$ 1,2 milhões, cerca de R$ 2,12 milhões.

Não bastasse o valor milionário pelo título, VanDam, considerado um dos melhores pescadores do mundo, agora acumula em sua carreira de competidor US$ 4 milhões em prêmios, sendo o homem que mais ganhou dinheiro em torneios de pesca promovidos pela BASS.

“É o que eu sonhava quando era criança, esse prêmio é muito especial. Todo mundo que pesca o bass sonha um dia chegar no topo dessa competição”, discursou VanDam, “arrepiado”.

A premiação foi transmitida ao vivo para todo o Estados Unidos pelo canal esportivo ESPN e também por meio do site da BASS. Milhares de fãs da pesca também estiverem na platéia que cercava o palco montado próximo do lago que abrigou o torneio.

Para levar o prêmio, VanDam capturou 24 kg de bass em três dias de disputa no Bass Lake. Como a cota máxima era de cinco exemplares por dia, estima-se que cada bass pesava em média 1,6 kg.

O black bass é uma espécie que atrai pescadores não pelo seu tamanho, mas por ser capturado sem grandes dificuldades com as iscas artificiais. Por isso especialistas o consideram uma das espécies “mais esportivas”. No Brasil, o bass foi introduzido por volta dos anos 1960 em várias represas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Sem radicalismos, claro...

Praticar a pesca esportiva está longe de ser um prática radical (no sentido drástico). Eu, que pratico esse esporte quase "compulsivamente", adoro comer carne de peixe. Nas pescarias, levo um, dois, três. Mas devolvo, após a foto, quatro, cinco ou dez. Percebe a vantagem? De dez pescados, se levar para casa três, sobram sete para serem devolvidos às águas.

Outra coisa. As redes de pesca são um crime para os rios. Elas matam os pequenos peixes e em quantidades assustadoras. Pra que isso? Qual a vantagem de retirar um peixe quase sem vida das redes? Por que não o desafia com linha e anzol? Depois de morto, perde a graça... E nisto, aí sim, sou radical.

Equipamentos de pesca ao alcance de todos

Quando fui "contaminado" pelo "vírus" da pesca esportiva, eu tinha 12 anos.

Naquela época, revistas, informações e equipamentos eram de difícil acesso e muito caros, na maioria importados.

Não é a toa que tenho revistas de pesca desde o ano de 1992...

E lembro muito bem da dificuldade em adquirir boas carretilhas, molinetes, varas, iscas artificiais, informações, etc.

No entanto, em 1998 houve o grande boom da pesca esportiva no Brasil. Revistas começaram a ser lançadas, empresas começaram a importar mais equipamentos e até fabricar vários no País: era o início de uma febre contagiante.

Hoje em dia, vários equipamentos podem ser adquiridos com bom preço, na ótima relação custo x benefício, como produtos da Marine Sports, Yume, Okuma, Ottoni, Pesca Brasil, Emifran, Borboleta, KV, Moro, Deconto, enfim, vários produtos com bom preço, pelo menos para iniciar no esporte.

Pesca esportiva no Rio Grande do Sul

Nosso estado está longe de alguns rios, florestas e lugares famosos como Amazônia, Pantanal, Bahia (pesca no mar), entre outros.

Contudo, estamos perto dos rios Uruguai (Brasil-Argentina) e Paranazão (Argentina), além da Lagoa dos Patos, ótima para pesca de traíras de bom tamanho e corvinas, o Rio Mampituba, em Torres, de onde saiu o atual recorde brasileiro na pesca do Robalo, além de represas e rios de águas límpidas na serra gaúcha, lugares piscosos para pesca da truta e do black bass.

Além disso, somos ricos em barragens e açudes, lugares para fisgar traíras, jundiás, carpas, entre outros.

E para quem pratica a pesca esportiva, como eu, a pesca leva para lugares incríveis. Já pesquei na Argentina (Rio Paranazão, desde Ita-Ibaté); Pantanal (Rio Paraguai - MS); em plataforma de pesca (mar) - Cidreira e Tramandaí; pesca de beira de praia (surfcasting) em Capão da Canoa; em mangue - Torres - Rio Mampituba; na região central, fronteira e fronteira oeste do RS - Rio Jacuí, Rio Itu, Rio Itu-Mirim, Rio Itacurubi, Rio Taquarimbó, Rio Jaguari, Rio Jaguarizinho, Rio Ibicuí e Rio Uruguai. Afora muitas barragens e açudes.

Seja mais um adepto da pesca esportiva.

Comece a se interar mais do assunto, comprando revistas de pesca nas bancas ou buscando informações pela internet (http://www.pesca-cia.com.br/, http://www.revistapesca.com.br/, http://www.pescamadora.com.br/, por exemplo).

Adquira um equipamento barato, para iniciar (conjunto vara-molinete-isca artificial), e dê os primeiros pinchos em algum açude, apenas arremessando a isca artificial e recolhendo-a continuamente, em velocidade normal.

Logo aprenderá a trabalhar e dar mais vida a todos os tipos de iscas artificiais, tornando-se cada vez mais técnico e apaixonado pela pesca esportiva.

Mas cuidado: talvez você se apaixone tanta pela técnica da pesca esportiva, como usar material correto e balanceado e trabalhar perfeitamente uma isca artificial, que deixe o próprio peixe em segundo plano...