segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Seu tempo é... Hoje!

A concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração. Em outras palavras, o tempo é um componente do sistema de medições usado para sequenciar e comparar as durações dos eventos, os seus intervalos, e para quantificar o movimento de objetos.


O tempo parece voar. E cada vez mais, a cada ano que passa, perdemos a noção dele. Talvez em virtude do trabalho intenso a fim de concretizar nossos sonhos – a busca pelo “ouro”; talvez em razão do estado emocional que de alguma forma a globalização incutiu em cada um de nós, enfim. O fato é que junto ao tempo, passa a vida por nós. Estudamos, nos tornamos profissionais. Casamos, ou não. Enriquecemos, ou não. Temos um filho, dois. Cinco. Envelhecemos. E o tempo? Vivenciamos em todas estas fases?

O poeta Mário Quintana, no poema O Tempo, aduz: “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê, passaram 50 anos. Agora é tarde demais para ser reprovado...”.

Contudo, ainda há tempo de desfrutarmos mais o tempo, de todo o tempo do mundo de nossas vidas. Basta que eu e você tenhamos mais coragem. Sim, coragem. Coragem de dizer “não” ao excesso de trabalho. Coragem de sair por aí, à toa, apenas para sentir o vento no rosto. Coragem de levar a vida livre das pressões do mundo globalizado, dos celulares, dos notebooks e dos e-mails. Coragem de viver bem; em paz com nós mesmos e com os que nos cercam.

Só assim poderemos dizer que desfrutamos do nosso tempo aqui na Terra. Ora, 60, 80 ou 100 anos de existência são muito poucos. Não voltamos mais. Nunca mais! É só essa vez. Só temos uma chance. Por isso, esse tempo, para nós, mortais, é tudo. Viva a sua vida. Ame. Seja feliz. Pois saiba que “a única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”, como completa o saudoso poeta Quintana. Seu tempo é... Hoje!

(Postagem correpondente à minha coluna semanal no jornal Pampa Regional)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Agropecuária referência no estado é condenada pelo TRE/RS

O CONDOMÍNIO AGROPECUÁRIO SCHWANCK, do Grupo Schwanck, de Uruguaina/RS, mui conhecido no meio rural, grande criador de cavalos crioulos, fora condenado pela Justiça Eleitoral à pena de multa no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), a ser recolhida ao Fundo Partidário, por doação de campanha acima do limite legal.

Em representação ajuizada pelo MPE (Rp 947, relatora des. fed. Marga Inge Barth Tessler), os desembargadores do TRE gaúcho, a unanimidade, entenderam que o Condomínio Agropecuário Schwanck excedeu em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) o limite previsto no artigo 81, § 1º, da Lei n. 9.504/1997, sujeitando-se às penalidades ali impostas.

Na sua defesa, o Condomínio alegou que não tem personalidade jurídica, tendo CNPJ para fins fiscais, e a contabilização dá-se em conjunto com as pessoas físicas, tese não acatada pelo TRE/RS.

Assim, julgaram procedente a representação, para aplicar a multa no seu patamar mínimo, artigo 81, § 2º, da Lei n. 9.504/1997, de cinco vezes a quantia em excesso, de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), totalizando o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), a ser recolhida ao Fundo Partidário (Lei n. 9.096/1995), única sanção legal aplicada, à vista da incidência na espécie do princípio da razoabilidade, tendo ainda em consideração a atitude colaborativa da representada.

Da decisão ainda cabe recurso ao TSE.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O filme do Lula e as sandices tupiniquins

O filme do Lula chamado "Lula, o filho do Brasil" será lançado em 2010, dirigido por Fábio Barreto a um custo de R$ 15 milhões de reais.

Faltou, mais uma vez, vergonha na cara das organizações culturais, Ministério da Cultura, PT e outros indivíduos que moram em Brasília.

Além disso, o filme em questão é uma flagrante propaganda eleitoral para a "sucessora" Dilma.

A própria pré-candidata à presidência pelo PT, afirmou que o filme "Lula, o Filho do Brasil", deve influenciar nas eleições de 2010. O longa, que estreia em janeiro (portanto no início do ano eleitoral), "deve comover a população que teve seus interesses atendidos por ele", disse a ministra-chefe da Casa Civil em entrevista à rádio CBN, de Florianópolis.

Acompanho semanalmente as representações dos diretórios nacionais dos partidos políticos ante o TSE, por propaganda antecipada contra o PT e Dilma. E muitas estão sendo arquivadas, seja por perda de objeto, seja por inadequação da ação denunciada à ilicitude punível pela legislação eleitoral.

Gize-se, neste ínterim, que por conhecer a legislação eleitoral e atuar profissionalmente (também) nesta área, ressalto que o regramento é por vezes vago, o que lhe torna altamente interpretativo, vide que o Código Eleitoral entrou em vigor em 15 de julho de 1965, necessitando ser moldado à contemporaneidade mediante resoluções expedidas pelo TSE.

Alia-se ao fato que não existe oposição contra Lula. Digo, assim, Oposição, com "o" maiúsculo mesmo. O que temos são apenas meia dúzia de senadores e deputados federais peleando – como diria nosso atual presidente subseccional Santiago/Jaguari da OAB/RS, Dr. Alfredo Bocchi – com um "toco de espada. Mas peleando". No entanto, oposição que vá às ruas, que coloque o dedo na cara desses “mensaleiros”, desses sindicalistas com paletós de grife, isso não existe há tempos. E aí que vemos nossos ideais, nossas ideologias, nossos desejos de um País transparente indo por água a baixo, mais uma vez.

O filme do Lula é a cara do seu governo hoje: mera propaganda pessoal e política, o culto a sua imagem, a mediocridade de um presidente republicano. E a "primeira dama" (que de "primeira" só na hora marcada para a próxima plástica) alia-se ao retrato da sandicidade que decretaram no Brasil.

Eu não quero ver a história de um homem que perdeu um dedo quando era metalúrgico e sindicalista. Eu nem sei por quê ou quem cortou o dedo dele. Não me interessa! Na época de estudante, no estágio de práticas, não rara às vezes eu atendia cidadãos que perderam membros do corpo em serviços perigosos na labuta diária para colocar o pão na mesa dos filhos. E nem por isso eles tiveram um filme de suas vidas. Por que não gravaram o legado de JK? Sobre a história dos jovens que foram às ruas para pressionar o impeachment de um presidente da república, ou a história do velho Ulysses Guimarães, homem esquecido pelo seu próprio partido político? Personagens e fatos realmente marcantes na trajetória desse País.

Eu não quero ver a história da mulher "humilde" que se tornou a primeira dama, e que deslumbrou-se com o luxo e com o dinheiro que recebe para pagar as suas roupas de grife e as suas cirurgias plásticas. O que Marisa Letícia fez/faz por seu País? E esse deslumbramento é o resultado de colocar no poder quem nunca teve nada na vida (mesmo sabendo que Lula já auferia razoavelmente "bem" através do PT) e que se aproveita da coisa pública para ganhar notoriedade e juntar alguns contos de réis. Verdade seja dita: dona Ruth Cardoso, traída ou não, era o retrato das mulheres brasileiras à época. E dona Marisa? Respondo: é a caricatura dos emergentes, dos mesquinhos e arrogantes.

E ainda querem justificar a gravação do filme como se o “povo pedisse”. Ora, se alguém me desse uma justificativa plausível de por quê o filme fora gravado, eu até assistiria.

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Pensaram? Viram? Não existe justificativa, a não ser do culto a imagem e ao PT. E digo mais. Para mim, além de tudo, é um deboche à nação. É como se Lula e o seu PT caçoassem de nossas caras.

Como querer assistir o filme de um presidente que autoriza ajuda financeira aos bandos guerrilheiros armados e “desprovidos de vontade de trabalhar”, MST? Como assistir a trajetória de alguém que chega a presidência para apoiar Hugo Chávez e Fidel Castro, dois ditadorezinhos sem escrúpulos? Lula viajou quase um ano durante os 08 anos de governo e com seu mandato marcado pela corrupção! E que, debochando da minha e da sua cara, ironiza alegando que o publicitário Marcos Valério fora "infiltrado no PT"? Santo Deus! Quanta sandice!

E ainda haverá o retorno do dinheiro com os R$R$R$ dos senhores e das senhoras que assistirão a "obra célebre" nos cinemas. Afinal, meus amigos, ano que vem é ano eleitoral e é preciso arrecadar para o staff da campanha da "sucessora”.

Por isso é que realmente "nunca antes na história desse País" se viu tanta ironia, tanto deboche, tanta corrupção e o culto a imagem do presidente Lula, o "filho do Brasil".

E eu e você pagamos a conta.

Durma com um barulho desses...

Eleições na OAB/RS

Dr. Cláudio Lamachia fora novamente eleito presidente seccional da OAB/RS (âmbito estadual).

Esperei para postar sobre o resultado propositalmente.

Dr. Lamachia, da chapa "OAB Mais", venceu em um pleito considerado histórico em nossa entidade devido à grande diferença de votos em relação ao segundo colocado, Dr. Mathias Nagelstein, da chapa "Nova Atitude", que alcançou 11% dos votos. Em terceiro lugar ficou o colega Dr. Leonardo Kauer Zinn, da chapa "Muda OAB", com 5,5% dos votos. Brancos e nulos somaram 3,5% do total.

As eleições ocorreram com 188 urnas distribuídas em 173 Zonas Eleitorais do Estado, sendo 57 urnas em Porto Alegre. Dr. Lamachia conduzirá a entidade ao lado de Dr. Jorge Fernando Estevão Maciel (vice-presidente), Drª. Sulamita Santos Cabral (secretária-geral), Drª. Maria Helena Camargo Dornelles (secretária-adjunta) e Dr. Luiz Henrique Schuh (tesoureiro).A nova gestão na OAB/RS começará em 1º de janeiro de 2010, estendendo-se até 31 de dezembro de 2012.

Já o amigo e colega Dr. Marcelo Noronha foi eleito presidente da OAB/RS, Subsecção Santiago/Jaguari, e sua posse será em janeiro de 2010.

Dois jovens Advogados, comprometidos com a nobre causa de lutar pelo cumprimento e mantença das prerrogativas profissionais e direitos constitucionais da classe.

Por aqui, espero de ambos os colegas, que se esmerem na construção do prédio da OAB/RS desta subsecção, necessidade imperiosa para melhores condições estruturais e organizacionais da classe.

Bom trabalho aos novéis presidentes.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Conselho Nacional do MP investigará procuradores federais do caso Yeda Crusius

Os procuradores federais que armaram o verdadeiro circo em cima do ajuizamento da ação de improbidade administrativa em face da governadora Yeda Rorato Crusius e outros, serão investigados pelo Conselho Nacional do MPF, por suas atuações no caso (ou no "caos"?).

E como postado neste blog, em 06 de agosto deste ano, o governo criticou duramente o MPF, e com razão. Não há justificativa plausível para o verdadeiro circo montado pela instituição, que por seis jovens procuradores, causou o caos social e político no Estado. Dr. Frederico Guariglia, um dos Advogados contratados pela governadora, criticou a postura do MPF, e disse parecer tratar-se de um processo kafkiano.

A representação contra o MPF junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, investigando os 06 procuradores federais que participaram da midiática exposição da governadora, é assinada pelo Advogado Dr. Fábio Medina Osório, representando os interesses da sua cliente, Yeda Crusius.

O jornalista Políbio Braga, em seu blog (polibiobraga.blogspot.com), postou:

"O que a RBS não deu e talvez nem dê:

O corregedor Nacional do Ministério Público, que atua no Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília, Sandro José Neis, acolheu a Reclamação proposta pelo advogado Fábio Medina Osório em favor da governadora Yeda Crusius contra os procuradores da República que assinaram a extinta ação de improbidade administrativa (já fulminada pelo TRF4), em decisão de 3 de novembro deste ano, já tendo determinado a cientificação do Plenário do Conselho e a constituição de Comissão de Sindicância. A resolução revoga outra decisão, que havia sido proferida pela Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal, que simplesmente arquivou sumariamente a reclamação formulada pelo escritório Medina Osório Advogados. A instância final é o Conselho Nacional do Ministério Público, órgão constitucional de controle externo dos Ministérios Públicos brasileiros, onde a reclamação encontra seu trâmite final. Há, ainda outra reclamação tramitando contra os procuradores da república em razão do vazamento de informações sigilosas, em razão de fundadas suspeitas de que algum deles tenha alcançado o vídeo contendo gravações caluniosas de Paulo Feijó contra Yeda ao grupo RBS, com exclusividade, às vésperas da votação do impeachment na Assembléia Legislativa, circunstância que ficou registrada no site da própria RBS por vários dias e depois não foi contestada publicamente, até que veio a ser objeto de retratação. O editor demonstrou cabalmente, com provas materiais, que houve a relação carnal. A RBS tentou culpar "a menina que digita os textos na RBS TV" e depois atribuiu a captura do material ao repórter Daniel Scola, mas nunca se atreveu a identificar outra fonte além do MPF. Yeda formulou reclamação contra o MPF, pedindo investigação para apurar qual o procurador da república que teria alcançado com exclusividade esse vídeo à RBS, violando dever de sigilo funcional. Essa conduta teria configurado, possivelmente, prevaricação, na medida em que o agente do MPF poderia estar buscando atuar politicamente para interferir no processo de impeachment. Ainda não houve deliberação do Corregedor Nacional do MP sobre essa reclamação.
- O MPF agiu em dois momentos precisos, com grande senso de timing político: 1) ajuizou a ação de improbidade em hora fatal para conseguir as assinaturas que faltavam para instalar a CPI contra Yeda, o que conseguiu no mesmo dia do anúncio. 2) vazou o depoimento do vice Feijó, exatamente um dia antes da votação do impeachment contra Yeda, mas a base, já vacinada, não embarcou na jogada."

Como Advogado e cidadão, espero que o Conselho Nacional do MP, se o conjunto probatório factual assim corroborar, puna severamente os procuradores que atuaram no que considero uma banalização no tratamento das partes do pólo passivo de um processo judicial. Puna, sobretudo, tendo em mente o caráter pedagógico da condenação, pois parece que os procuradores federais que atuaram no feito, se esqueceram de que ninguém será considerado culpado sem haver decisão transitada em julgado, ordem da Constituição Federal, quando praticamente "condenaram" a governadora em cadeia nacional.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A extradição de Cesare Battisti

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quarta-feira (18) a extradição do ex-ativista Cesare Battisti para a Itália. Em plenário, por 5 votos a 4, os ministros entenderam que o refúgio concedido pelo governo brasileiro a Battisti foi irregular. O julgamento foi retomado nesta tarde, após ter sido suspenso em duas ocasiões, com o placar empatado. O voto de desempate foi dado pelo presidente do STF, Gilmar Mendes.

"Não se pode atribuir aos crimes de sangue cometidos de forma premeditada o mesmo caráter de crime político", afirmou Mendes em seu voto. "Certas espécies de crimes, não obstante os objetivos políticos, não podem ser considerados crimes políticos”, completou.

De acordo com o entendimento do Supremo, apesar de condenado à prisão perpétua, Battisti poderá ficar preso naquele país por tempo não superior a 30 anos, pena máxima prevista pela legislação brasileira. Battisti havia sido contemplado em janeiro pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, com o status de refugiado, sob o argumento de "fundado temor de perseguição”. O refúgio, porém, foi anulado pelo Supremo.

Na Itália, o ex-ativista, membro do grupo Proletários Armados para o Comunismo (PAC), foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos no final da década de 1970. Battisti sempre negou envolvimento com os crimes. Desde março de 2007, ele está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde aguarda a conclusão do processo de extradição.

De acordo com o voto do ministro relator do processo, Cezar Peluso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não terá outra alternativa senão extraditar Battisti. Segundo ele, o tratado bilateral de extradição assinado entre Brasil e Itália, em 1989, diz que o presidente da República não pode se recusar a entregar as pessoas “que sejam procuradas pelas autoridades judiciárias da parte requerente”.

Peluso, no entanto, ponderou que Lula poderá adiar a entrega de Battisti à Itália, para que antes o ex-ativista responda pelos crimes de falsificação de documento e uso de passaporte falso, pelos quais é acusado no Brasil.

Primeiro a votar em setembro, Cezar Peluso recomendou a extradição do ex-ativista. Ele argumentou que não há indícios de que Battisti tenha sofrido perseguição política e também classificou os crimes pelos quais o ex-ativista foi condenado como comuns, e não políticos. “Não há nenhuma dúvida de que lhe foram assegurados todos os direitos de defesa”, disse o relator.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie e Gilmar Mendes seguiram o entendimento do relator. Votaram pela permanência de Battisti no Brasil Eros Grau, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello. Os ministros Celso de Mello e José Antonio Dias Toffoli não participaram do julgamento. Eles alegaram "motivos de foro íntimo" para se abster da votação.

Já o ministro da Justiça, o advogado Tarso Genro (PT), disse estar "obviamente surpreso com argumentação, mas está funcionando o Estado de direito. Há uma mudança de jurisprudência [por parte do Supremo]. Então, o que fica claro é que o que está mudando não é a posição do Ministério da Justiça e nem a posição do Executivo, o que está mudando é a posição do Judiciário. O que ele tem direito de fazer", avaliou.

Questionado se estaria supreso positiva ou negativamente, Tarso disse que seu sentimento "era dúbio". "Estou surpreso, com um sentimento dúbio. Em primeiro lugar, estou satisfeito que a minha argumentação, de que os objetivos da ação (os delitos de Battisti) eram objetivos políticos foi aceita e isso está cristalizado no voto do ministro Gilmar. Por outro lado, supreso porque não foi tirada a consequência legal e constitucional que isso determina", analisou.

Na Itália, é grande a pressão para que o presidente Lula autorize a extradição de Battisti. E se não for efetuada, certamente criar-se-á verdadeiro azedume nas relações entre os dois países.

Juridicamente, a decisão do STF é correta, pois interpretado o art. 5°, LII, da Carta da República, que nega a extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. Contudo, certamente os crimes de Battisti são comuns, e não políticos, ao contrário do que alega Tarso Genro.

Agora, a dúvida é se Lula autorizará ou não a extradição. Uns dizem que sim, outros dizem que não, ou seja, serão "cenas para os próximos capítulos" da novela Cesare Battisti no Brasil.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Uruguai, casa de verdadeiros hermanos

Eu adoro o Uruguai. Seu povo, sua língua, suas tradições, sua comida, sua amizade, enfim.

Nossa família tem ligações fortes com esse lindo País, pois minha saudosa avó paterna Rita Ucha Ribeiro era natural de Santana do Livramento, ou seja, viveu sua vida parte em solo brasileiro, parte em solo uruguaio (departamento de Rivera).

Desde pequeno, eu visitava Livramento e Rivera com meus pais. Aprendi muito dos costumes desses verdadeiros irmãos, e aprendi realmente a admirá-los.

O Uruguai (em espanhol: República Oriental del Uruguay), é um país localizado na parte sudeste da América do Sul. É a casa de cerca de 3,3 milhões de pessoas, dos quais 1,1 milhões vivem na capital, Montevidéu e sua área metropolitana. De acordo com uma estimativa, entre 88% e 94% da população possui ascendência principalmente de Europeus e/ou mista.

A única fronteira terrestre do Uruguai é com o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, no norte. Para o oeste encontra-se o rio Uruguai e a sudoeste situa-se o estuário do rio da Prata. O país faz fronteira com a Argentina apenas em alguns bancos de qualquer um dos rios citados acima, enquanto que a sudeste fica o Oceano Atlântico. O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul, sendo maior apenas que apenas Suriname.

A Colonia del Sacramento, o mais antigo assentamento europeu no Uruguai, foi fundada pelos Portugueses em 1680. Montevidéu foi fundada pelos espanhóis no século XVIII como uma fortaleza militar. O Uruguai conquistou sua independência entre 1825 e 1828 após uma guerra entre Espanha, Argentina e Brasil. O país é uma democracia constitucional, onde o presidente cumpre o papel de chefe de estado e chefe de governo.

A economia é baseada principalmente na agricultura (que compõe 10% do PIB e a maior parte das exportações) e no setor estatal. Segundo a Transparência Internacional, o Uruguai é classificado como o país menos corrupto da América Latina (junto com o Chile), com condições políticas e de trabalho entre as mais livres do continente.

O Uruguai é um dos países economicamente mais desenvolvidos da América Latina, com um PIB per capita elevado e o 50º maior Índice de Desenvolvimento Humano do mundo. Foi o primeiro país latino-americano a legalizar a união civil entre pessoas homossexuais a nível nacional, no ano de 2007.

No final do século XIX o país havia completado sua organização, e durante a etapa batllista consolidou sua democracia e alcançou altos níveis de bem-estar, comparados aos europeus. Devido a isso, o Uruguai começou a ser conhecido internacionalmente como "A Suíça da América". Uruguai foi o primeiro país a estabelecer por lei o direito ao divórcio (1907) e um dos primeiros países do mundo a estabelecer o direito das mulheres a votar.

O clima do Uruguai é temperado, mas relativamente quente, visto que temperaturas negativas, bastante frequentes nas noites de inverno, não descem muito abaixo de zero, enquanto os verões são amenos no extremo sul do país (nas regiões de Montevidéu e de Punta del Este), tornando-se mais quentes em direção ao norte.

Sua paisagem é constituída principalmente por planícies e colinas baixas (coxilhas), com uma planície costeira fértil. A terra está ocupada na sua maior parte por pradarias, ideais para a criação de bovinos e ovinos.

No esporte, o futebol é uma paixão nacional (também o rugby), tendo como ídolo o jogador Enzo Francescoli Uriarte, o eterno camisa 10 da seleção. Aliás, o Uruguai participará da Copa do Mundo de Futebol, na África do Sul, em 2010, pois classificou-se na repescagem, ao vencer a seleção da Costa Rica.

O Uruguai já pertenceu ao Brasil, que havia recuperado a área em 1811 anexando-a em 1821 (Incorporação da Cisplatina). A Banda Oriental passou a fazer parte do Brasil como seu território mais austral. Em 1822, com a independência do Brasil, a região passou a fazer parte do nascente império, havendo Montevidéu jurado a Constituição Imperial de 1824. Teve declarada a independência do Brasil em 25 de Agosto de 1825 e reconhecida em 27 de Agosto de 1828.

E por ter pertencido ao Brasil, podemos dizer que realmente somos todos irmãos.

Derrepente, temos o sangue "meio uruguaio, meio brasileiro"...

Eu já considero isso, desde a primeira vez que conheci o Uruguai, há muito tempo atrás.

Por tal razão, o Uruguai faz parte da minha história, da história da minha família, de meus ancestrais. Também faz parte de mim.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Poema "A Felicidade", de Vinícius de Moraes

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Para fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Para tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Para que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Família Ribeiro

Armas: Esquartelado, o primeiro e o quarto de ouro, com três palas de vermelho;o segundo e o terceiro de negro, com três faixas veiradas de pratae de vermelho (Vasconcelos).

Timbre: Uns lírios de verde floridos de ouro.

Ilustre e antiga família que procede do Rei D. Fruela II e de sua mulher D. Nunila, por seu filho D. Ramiro privado do Reino por seu primo D. Ra-miro I I, que o cegou e a seus irmãos, o qual foi pai do Infante D. Ordonho, o Cego, que alguns pretendem fosse filho do Rei D. Ramiro II e de sua mulher D. Teresa ou de D. Ramiro III de Leão e de sua mulher D. Urraca e, ainda, de D. Fruela II, que se lhe dá por avô, e dizem haver casado com D. Cristina. Deste nasceu o Conde D. Ordonho Ordonhes, Conde de Cabreira e Ribeira, senhor de Lemos e Sarria e de muitas terras na Galiza, o qual serviu o Rei D. Fernando, o Magno, nas guerras e casou com D. Urraca Garcia, filha herdeira de Garcia Fernandes, Conde de Garanon e senhor de Aza, e de sua mulher D. Urraca Osório. Foi seu filho D. Garcia Ordonhes, o de Cabreira, assim chamado por um senhor de Cabreira e também o foi de Aza pelos anos de 1040, senhorio este que lhe veio por sua mãe. Foi cavaleiro de valor e um dos maiores senhores do seu tempo. Morreu no ano de 1083. Casou com a Infanta D. Elvira. senhora de Toro, que morreu no ano de 1087, filha do Rei D. Fernando, o Magno, e de sua mulher D. Sancha. Entre os vários filhos de D. Garcia Ordonhes figura o Conde D. Osório de Cabrera, primogénito, natural de Cabreira, que veio povoar Portugal, se bem que há divergências sobre o nome de seu pai, que uns pretendem fosse D. Guterre Osório, o que parece impossível por a tal se opor a cronologia, outros que seria irmão de D. Martim Osório, senhor de Vilalobos, Cabreira e Ribeira e ambos filhos de D. Rodrigo Vela, senhor das mesmas terras e netos do Conde D. Vela Osório, mas a maioria dos autores segue a primeira opinião. D. Osório de Cabrera viveu nos reinados de D. Sancho II e D. Afonso VI de Leão e veio para Por-tugal com o Conde D. Henrique e aqui povoou muitos lugares. Casou com sua prima D. Sancha Moniz, filha de D. Moninho Fernandes de Touro, filho bastardo do Rei D. Fernando o Magno, avô materno do Conde D. Osório. Seu filho, o Conde D. Moninho Osório, veio com seu pai, foi rico-homem de D. Afonso Henriques e casou com D. Maria Nunes, filha de Nuno Soares, padroeiro do mosteiro de Grijó, e de sua mulher D. Urraca Mendes, de quem teve a D. Paio Moniz, rico-homem de D. Sancho I, Rei de Portugal, casado com D. Urraca Nunes de Bragança, filha de D. Nuno Peres de Bragança e de sua mulher, D. Froilhe Sanches. Deste casamento nasceu D. Martim Pais da Ribeira e D. Maria Pais da Ribeira, esta manceba do Rei D. Sancho I e depois de Gomes Lou-renço, acabando por ser mulher de D. João Fernandes de Lima, e D. Nuno Pais Ribeiro, padroeiro de Santo André de Serradelo, no concelho de Gaia, onde viveu no tempo do Rei D. Afonso III. Este último recebeu-se com D. Maior Pais Romeu, filha de D. Paio Pires Romeu e de sua mulher, D. Goda Soares da Maia, a qual D. Maior também foi casada com D. Egas Bufo. Provêm do matrimónio de D. Nuno Pais com D. Maior os do apelido de Ribeiro, em que se transformou o de Ribeira, usado na forma nova sem preposição.

São de Manuel de Sousa da Silva, capitão-mor de Santa Cruz de Riba Tâmega,os seguintes versos dedicados a esta linhagem:

Lá em Gaya, Canidellofoi a casa dos Ribeiros
Esforçados cavaleiros
Que na realidade e zêlo
Sempre foram os primeiros.

As suas armas modernas são:

Esquartelado: o primeiro e o quarto de ouro, com quatro palas de vermelho (Aragão); o segundo e o terceiro de negro, com três faixas veiradas de prata e de vermelho, (Vasconcelos).

Timbre: um lírio de verde, com cinco flores de ouro.