A vara do trabalho está indo embora. Infelizmente digo isso, pois foi o transparecido durante audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Santiago, com a presença do Desembargador Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, João Ghisleni Filho.
Na exposição do desembargador, em uma empáfia lamentável, todos os presentes no auditório tiveram a oportunidade de ver como o TRT trata os pequenos municípios: apenas como números e estatísticas. Santiago, Unistalda, Capão do Cipó, Jaguari, São Francisco de Assis, Nova Esperança do Sul, São Vicente do Sul, Itacurubi, foram reduzidos a números, e apenas isso.
Elogiável o discurso do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Santiago/Jaguari, Dr. Alfredo B. B., que apresentou tecnicamente justificativas plausíveis para manutenção da vara nesta cidade.
Os setores comerciais estiveram bem representados, contudo percebi que os empresários não participaram em massa, como achava que iria acontecer, sendo a maioria dos participantes da classe empregados.
Sem perder a esperança, acho que a vara do trabalho será transformada, mesmo, em posto. Todos perderão. Advogados, serventuários, empregados e empregadores.
A política da "redução" parace ter chegado às portas do órgão trabalhista, em relação a diminuição de varas do trabalho. Agora pergunto: será que o salário dos juízes e desembargadores também será reduzido? Sim, porque se a justificativa é o de gastos, então, Dr. Ghislene, reduza os gastos com diárias, salários e bonificações dos julgadores e empregados da instituição!
Será que para isso haveria tamanha coragem e entusiamo, como está sendo empregado para encerrar varas do trabalho?
Será, caro presidente?