A concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração. Em outras palavras, o tempo é um componente do sistema de medições usado para sequenciar e comparar as durações dos eventos, os seus intervalos, e para quantificar o movimento de objetos.
O tempo parece voar. E cada vez mais, a cada ano que passa, perdemos a noção dele. Talvez em virtude do trabalho intenso a fim de concretizar nossos sonhos – a busca pelo “ouro”; talvez em razão do estado emocional que de alguma forma a globalização incutiu em cada um de nós, enfim. O fato é que junto ao tempo, passa a vida por nós. Estudamos, nos tornamos profissionais. Casamos, ou não. Enriquecemos, ou não. Temos um filho, dois. Cinco. Envelhecemos. E o tempo? Vivenciamos em todas estas fases?
O poeta Mário Quintana, no poema O Tempo, aduz: “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê, passaram 50 anos. Agora é tarde demais para ser reprovado...”.
Contudo, ainda há tempo de desfrutarmos mais o tempo, de todo o tempo do mundo de nossas vidas. Basta que eu e você tenhamos mais coragem. Sim, coragem. Coragem de dizer “não” ao excesso de trabalho. Coragem de sair por aí, à toa, apenas para sentir o vento no rosto. Coragem de levar a vida livre das pressões do mundo globalizado, dos celulares, dos notebooks e dos e-mails. Coragem de viver bem; em paz com nós mesmos e com os que nos cercam.
Só assim poderemos dizer que desfrutamos do nosso tempo aqui na Terra. Ora, 60, 80 ou 100 anos de existência são muito poucos. Não voltamos mais. Nunca mais! É só essa vez. Só temos uma chance. Por isso, esse tempo, para nós, mortais, é tudo. Viva a sua vida. Ame. Seja feliz. Pois saiba que “a única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”, como completa o saudoso poeta Quintana. Seu tempo é... Hoje!
(Postagem correpondente à minha coluna semanal no jornal Pampa Regional)