quarta-feira, 20 de maio de 2009

A venda aos olhos do povo

O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), se posicionou contrário às transmissões na íntegra das sessões plenárias da corte pela TV Justiça. A declaração do jurista foi concedida na última terça-feira (19), em palestra no Rio de Janeiro (RJ). A suspensão das transmissões foi cogitada no mês passado, após a discussão entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, exibida ao vivo para todo o país.

"Se dependesse de mim, seguramente não haveria transmissão televisiva, mas infelizmente não depende, porque praticamos a democracia", afirmou Eros Graus.

Grau ainda afirmou que a tomada de uma decisão por um magistrado é um momento de "grande intimidade".

Mesmo ao reconhecer a preferência pela exibição de versões editadas das sessões do STF, o ministro negou que existam articulações na Casa para criar medidas legais contra as transmissões ao vivo. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

No entanto, penso que a exibição das sessões de julgamento são importantes para o fortalecimento do princípio da publicidade e para a sustentação da democracia.

Por que impedir que os brasileiros sejam impedidos de acompanhar as transmissões ao vivo? Seria o medo do cometimento de anarquias processuais ou defesa dos interesses dos mais fortes em detrimento do povo hipossuficiente (empresas x consumidores, por exemplo), como comumente vemos pelos Superiores Tribunais?

Ora, ministro. Quem deve ter seus olhos vendados, ser imparciais, são os magistrados, e não as partes, o povo, o cidadão. A deusa da Justiça Themis é a figuração deste estado imparcial.

As decisões dos magistrados é que devem ser "íntimas", e não a publicidade daquela decisão aos olhos dos perseguidores de suas justiças.

Aliás, o STF deveria ter muitas outras preocupações, em vez de alguns defenderem a extinção da transmissão ao vivo das sessões. Deveriam se preocupar com a morosidade dos processos judiciais; com o alto índice de erros crassos judiciais; com a falta de profissionais que preencham os quadros de carreira para prestar a jurisdição; com a legislação do judiciário em questões que são de atribuição do Legislativo, e etc.

Uma sociedade aberta, igualitária e justa, começa com o exemplo e a imparcialidade de quem diz o direito do cidadão.

Por isso, jamais devemos sequer pensar em vendar os olhos do povo, impedindo-os de acompanhar, ao vivo, as sessões de julgamento, da mesma forma acompanhando o voto dos magistrados.

Isso colocaria em xeque, de vez, a imparcialidade do STF, e, por conseguinte, de todo Judiciário.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Crimes assustam localidade de Unistalda - RS

Domingo, 10 de maio, por volta das 17h e 45 minutos, em uma carreira (turfe) realizada na localidade de Nazaré, em Unistalda, região central do Estado, Rafael Pinheiro, 25, foi morto com um tiro no pescoço. Seu pai, Darci Campos Pinheiro, foi alvejado com um tiro no ombro e está internado no Hospital de Caridade de Santiago, não correndo risco de vida.

Comenta-se que houve mais dois feridos, um com um tiro no peito e outro na boca, sem ciência do estado de saúde de ambos.

O autor do (s) disparo (s) ainda não se apresentou à Polícia.

Por enquanto, ante a ausência de esclarecedoras e imparciais informações, resta lamentar profundamente o ocorrido, triste para a família enlutada, triste para a família do autor do disparo e para a localidade de Nazaré e o próprio Município, que por ser de pequena população repercute negativamente e alardamente entre todos.