quinta-feira, 30 de abril de 2009

Parabéns, pai!

Amanhã, 01 de maio, meu pai está de aniversário.

Um homem que sempre lutou pelos seus ideais, provindo de uma família enraigada nos moldes tradicionais do pampa / interior gaúcho; guri bem criado que um dia deu alegria aos seus ao cerrar os punhos e erguer um diploma de curso superior.

Trabalhando em prol da saúde, pois formado em medicina em 1978, obstinou-se em fazer o melhor e com afinco o legado recebido.

Um dos melhores traumatologistas que este País já teve (e o melhor de todos, para mim) , em 1996 tomou gosto pela política e candidatou-se a cargo eletivo. Em 2000, elegeu-se Prefeito Municipal, onde cumpriu dois mandatos, pois novamente reeleito Prefeito em 2004.

Líder político regional, ao lado de outros, é voz ativa na defesa dos interesses regionais, do bem comum, do justo e equânime.

Para um grande trabalhador, nada anormal ter nascido no Dia do Trabalho...

Com raça, discernimento e coragem, mostrou os ensinamentos curiais e corretos a mim e a minha irmã, mostrando horizontes seguros, onde aos poucos, com o passar dos anos, fomos largando sua mão e "fincando" de vez os pés no chão, a fim de seguir a vida adulta como pessoas capazes, guerreiras e idealistas.

Pai. A cada ano que passa, ficas mais experiente, e não mais velho. A velhice só chega para quem não tem virtudes como tu. Aliás, Eno Teodoro Wanke (1929) já asseverou: “Houve tempo em que eu considerava um homem de cinqüenta anos velho. Foi preciso chegar a ela para verificar quão jovens realmente somos, nesta idade!”. E ele tem razão, como tu mesmo podes ver e sentir.

Grácias pela vida.

Tenha dias de paz.

Um beijo.

Feliz aniversário.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Atrito na cúpula do Poder Judiciário: ministros batem boca em sessão de julgamento

Durante uma discussão na sessão de ontem (22) do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa criticou o presidente do STF, Gilmar Mendes, responsabilizando-o por supostamente contribuir para uma imagem negativa do Poder Judiciário perante a população.
O bate-boca ficou mais ríspido quando Mendes reagiu à discordância de Barbosa com o encaminhamento dado a uma matéria. Os ministros analisavam recursos contra duas leis julgadas inconstitucionais pelo STF. Uma, tratava da criação de um sistema de seguridade do estado do Paraná, e outra, da permanência de processos de autoridades no tribunal, ainda que os réus perdessem cargos políticos.

“Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém”, afirmou Mendes. Barbosa respondeu: “Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”.

O ministro Ayres Britto tentou colocar panos quentes na discussão, ao lembrar que já havia pedido vista da matéria. Mas não conseguiu. Quando Mendes respondeu a Barbosa, dizendo que já estava na rua, ouviu do colega:

“Vossa excelência [Gilmar Mendes] não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite”.

Após novas trocas de acusações, o Ministro Marco Aurélio sugeriu que a sessão fosse encerrada e foi atendido por Mendes. Em seguida, o presidente do STF e alguns ministros iniciaram uma reunião fechada em seu gabinete.

Joaquim Benedito Barbosa Gomes (Paracatu, 7 de outubro de 1954) é um jurista brasileiro; ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil desde 25 de junho de 2003, quando nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o único negro entre os atuais ministros do STF.

Entre as principais posições, é contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais. Também defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo. Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade. Foi relator do processo do "mensalão", em 2006.

Gilmar Ferreira Mendes (Diamantino, 30 de dezembro de 1955) é um jurista brasileiro. Foi Advogado-Geral da União no Governo FHC (PSDB), sendo nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002, por indicação de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), então Presidente da República do Brasil. Desde 2008, é o presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF).

O que tem ocorrido nos bastidores do STF, por mais que poucos queiram ver ou tenham coragem de falar, é pura questão política.

O ministro Gilmar Mendes chegou ao mais alto posto após grande mobilização dos senadores tucanos a seu favor. É contra quase todas as decisões do presidente Lula, e conhecido no meio jurídico como garantista, ou seja, um flexibilizador das imposições penais ("direito penal mínimo, direito social máximo...).

Já o ministro Joaquim Barbosa foi nomeado por Lula. Votou em Lula, como ele mesmo assegurou à revista Veja. Por mais que seja o relator do caso "mensalão", presidindo o processo contra alguns políticos, parece ser devoto e defensor ao governo Lula em suas opiniões. Talvez até como forma de agradecimento eterno a quem lhe nomeou ministro do Supremo.

Não é a toa que o ministro Mendes vive às rusgas com Lula. Não é a toa que ministro Barbosa parte para o enfrentamento com Mendes.

O que estamos vendo, perplexos, é simplesmente a defesa de interesses.

Só que de um lado padece a Justiça. De outro, incha as bases políticas.

É, realmente, o caos institucional nos Poderes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Pesca Esportiva como renda e conservação da natureza

Definição e introdução
Segundo o disposto no art.2º, §2º do Dec.221/67, pesca esportiva é a que se pratica com linha de mão ou aparelho permitido pela autoridade competente, desde que não importe em atividade comercial Atualmente há em quase todos os setores uma enorme preocupação com a preservação dos recursos naturais, fruto das recomendações da Agenda 21, mas para alcança-lo há necessidade de se reestruturar toda a economia e as atividades humanas, entre elas a pesca esportiva, a qual não poderia ficar de fora dessa nova tendência mundial. A pescaria esportiva, além de ser um salutar prazer ou hobbie, é importante como fator de "fuga dos problemas da cidade e do estresse", tendo este esporte crescido muito nas últimas décadas, basta ver os inúmeros programas turísticos de pesca, os "pesque e pague", os programas de televisão, as feiras de pesca e as publicações de revistas neste ramo.

Legislação
Na legislação brasileira a pesca é regulamentada basicamente pelo Decreto-lei nº 221, de 28/2/67 e posteriores alterações. No Estado de São Paulo o Decreto nº31.663, de 05/7/90, criou o Conselho Estadual da Pesca- CONPESC, com atribuição entre outras de implantar o Plano Estadual da Pesca, observando as políticas agrícola e ambiente. A Lei 9.605, 13/02/98, por sua vez disciplina os crimes contra o meio ambiente prevendo delitos referentes a pesca (art.34 ao 36) considera pesca todo ato tendente a retirar, extrair, coletar, apanhar, apreender ou capturar espécimes dos grupos dos peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios, suscetíveis ou não de aproveitamento econômico, ressalvadas as espécies ameaçadas de extinção, constantes nas listas oficiais da fauna e flora (art.36). Já o Dec.221/67 define pesca todo ato tendente a capturar ou extrair elementos animais ou vegetais que tenham na água seu normal ou mais freqüente meio de vida (art.1º), podendo ser efetuada com fins comerciais, desportivos ou científicos (art.2º). Pesca desportiva ou esportiva é a que se pratica com linha de mão ou aparelho permitido pela autoridade competente, desde que não importe em atividade comercial (§2º do art.2º, do citado Decreto).

A modalidade “Catch and release” ou “pegue e solte”
Como geralmente o pescador esportivo "curte o seu hobbie" em si, isto é, tem o prazer do ato de pescar, ficando para segundo plano o consumo, a modalidade do "catch and release" vem crescendo muito principalmente nos Estados Unidos e no Brasil, levando a vantagem de que é atendida a vontade do pescador ao mesmo tempo em que o prejuízo à ictiofauna é mínimo, pois o peixe é logo devolvido à água, na maioria das vezes pouco ferido, havendo pouco custo

Pesca esportiva e turismo e economia
A pesca esportiva pode se tornar enorme fonte de renda para o Estado por meio de impostos. Nos EUA, por exemplo, este esporte transformou-se em uma indústria com faturamento anual direto em torno de US$60 bilhões e faz parte do sistema de preservação dos parques naturais através da sua organizadora a Fish and Wildlife Service. Por sua vez, o turismo ligado a pesca esportiva é outro fator importante, pois esta forma de lazer necessita infra-estrutura hoteleira, o que se traduz em empregos e outras atividades comerciais e industriais paralelas de apoio ou dependentes. No Chile e na Argentina a pesca esportiva também é muito desenvolvida, principalmente na região dos lagos andinos com destaque para o conhecido lago Nahuel Huapi em Bariloche (Argentina), que atrai milhares de pescadores anualmente, os quais levam muitas divisas à rede hoteleira, aos guias de pesca, ao comércio local e a inúmeras outras atividades agregadas. Também no Canadá este segmento está em franco desenvolvimento. A pesca esportiva incentiva o desenvolvimento dos chamados “pesqueiros” ou seja, locais especialmente projetados para a prática da pesca esportiva, onde milhares de pessoas podem passar horas de lazer trazendo assim novas formas econômicas. Já a importantíssima aqüicultura, que é a produção de organismos aquáticos para fonte de proteína, também é incentivada pelo desenvolvimento da pesca esportiva em “pesqueiros”, pois fornece estes os peixes que necessita em seus tanques. Segundo a FAO a produção aqüícola chegou a 28 milhões de toneladas em 1995. E no Brasil esta atividade movimentou R$200 milhões em 1998, na venda de alevinos.

Pesca esportiva e desenvolvimento sustentável
Deve ainda ser aproveitada também como uma das atividades de suporte ao desenvolvimento sustentável, pois está diretamente ligado à necessidade de preservação dos rios, lagos, açudes e represas, das espécies de peixes, inclusive para a sua própria continuidade. Por estes motivos deve-se dar atenção e se desenvolver esta importantíssima fonte de prazer e de renda, aperfeiçoando-a principalmente na modalidade "Catch and Release". Neste processo as empresas, industrias e empreendimentos ligados ao setor direta ou indiretamente são importantíssimas e passam a ter com a pesca esportiva novas oportunidades de comercialização e o conseqüente crescimento econômico, formando um filão atrativo de investimentos de caráter nacional e internacional com novas oportunidades e campos de trabalho. Já o agricultor que possui os recursos hídricos necessários a esta atividade poderá ter uma rentável fonte alternativa, ao mesmo tempo em que estará colaborando para o almejado desenvolvimento sustentável . Não podemos esquecer que o Brasil possui extraordinárias condições para o desenvolvimento da pesca esportiva, pois seus recursos hídricos são dos maiores do mundo, com inúmeros rios com grande potencial pesqueiro, sem contar que seu clima é favorável para a criação de peixes.

Recomendações para o desenvolvimento da pesca esportiva
Apenas a título de colaboração para o desenvolvimento de tão importante atividade, sugerimos o seguinte:
1. Deve ser desenvolvida uma política nacional de pesca esportiva que realmente adapte-se ao nosso potencial, ao mercado e aos novos princípios do desenvolvimento sustentável, levando em consideração todos os fatores inter-relacionados ao tema;
2. A pesca esportiva deve estar inserida na política nacional de turismo, fazendo parte de sua programação;
3. Devem ser criadas leis específicas regulamentando a pesca esportiva, principalmente nas regiões ainda ricas em peixes como na Amazônia e Pantanal Matogrossense, com a proibição ao pescador esportivo de levar peixes do local de pesca. Deve apenas pescar o que for consumir ali no ato da pesca, pois se levar peixes para casa e congela-lo estará diminuindo o potencial pesqueiro, assim como estará não estará incentivando que seus amigos pesquem, já que se podem comer o peixe na casa do “pescador” para que viajar, gastar e perder tempo? Além disso, o próprio pescador estará fazendo “uma reserva” para consumir depois, protelando sua volta ao local de pesca;
4. A fiscalização específica nesta área deve ser intensificada;
5. A pesca esportiva deve ser inserida no processo de desenvolvimento sustentável nos programas de educação ambiental;
6. O Poder Público deve propiciar as comunidades ribeirinhas a possibilidade da participação nos programas de desenvolvimento da pesca esportiva, incentivando a criação de locais de piscicultura, a formação de guias locais para pescadores amadores, pousadas etc.

Assim, podemos concluir que a pesca esportiva, pode e deve ser incentivada para que de forma sustentada possa contribuir para a preservação de nossa riquíssima ictiofauna, bem como produzir benefícios econômicos a milhões de pessoas, além de fornecer um agradável e salutar fator de lazer.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Tempo - Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Dilma Rousseff: a (ex) guerrilheira quer ser presidenta do Brasil

A gaúcha (nascida em Belo Horizonte) Dilma faz parte do folclore da luta armada. A guerrilheira organização marxista VAR-Palmares – e que já foi brizolista no passado - teria participado do assalto à casa de uma amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Do cofre da residência, foram roubados US$ 2 milhões e 400 mil dólares. Dilma alega que ajudou no planejamento. Mas a guerrilheira aposentada garante não participou da ação.

O grupo guerrilheiro do qual fazia parte Dilma Rousseff tramou o sequestro de Delfim Netto.

Ocorreria em dezembro de 1969, num sítio assentado no interior de São Paulo. Deve-se a informação à repórter Fernanda Odilla, da Folha.

Ela ouviu o depoimento de Antonio Roberto Espinosa, 63 anos, doutorando em Relações Internacionais na USP.

Espinosa revelou um segredo que, segundo disse, sonegara aos torturadores da ditadura: foi o coordenador do plano de sequestro de Delfim.

Era, à época, militante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).

Um companheiro de armas de Dilma Rousseff, então uma brasileira clandestina. Que escondia a identidade sob cinco codinomes: Luíza, Estella, Wanda, Marina e Patrícia.

Segundo Espinosa, cinco pessoas estavam informadas sobre o plano de levar Delfim ao cativeiro. Ele próprio, Dilma e outros três dirigentes da guerrilha.

Delfim seria um troféu vistoso. Era ministro da Fazenda. O civil mais poderoso do regime dos militares.

Em 1969, ano do quase-sequestro, Delfim entregou aos generais um índice de crescimento econômico notável: 9,5%. Desfrutava de visibilidade inaudita.

Ouvida, a ex-guerrilheira Dilma, agora às voltas com as atribulações de ministra e de candidata, negou Espinosa.

Dilma declarou que não se lembrava do plano de sequestro de Delfim. Disse duvidar “que alguém se lembre”.

Informada sobre o depoimento que Espinosa dera à repórter, a ministra afirmou que o ex-companheiro “fantasiou”.

Em seguida, Dilma encareceu à repórter que registrasse sua “negativa peremptória”. De resto, disse que sua cabeça mudou.

Além das palavras de Espinosa, a reportagem obteve uma evidência documental –um mapa do local em que Delfim seria capturado.

Traz o nome –“Gramadão”—e a localização do sítio, próximo às cidades de Itu e Jundiaí. Pertencia a Mario Nicoli, cunhado e amigo de Delfim.

O mapa foi recolhido por agentes da repressão em batida em um “aparelho” utilizado pelo grupo de Dilma, em Lins de Vasconcelos, no Rio.

O imóvel varejado pela polícia –uma casa de dois andares— era coabitado três integrantes da guerrilha. Entre eles Espinosa.

Recolheram-se, além de papéis, armas, munição e explosivos. Quanto ao mapa, Espinosa acha que é de sua lavra:

“Tínhamos o endereço, sabíamos tudo. Era um local em que ele [Delfim] ia sem segurança porque imaginava que ninguém soubesse”.

Enviou-se uma cópia do mapa para Delfim. O ex-ministro confirmou que era frequentador de sítio na região indicada em vermelho na folha de papel.

Delfim disse que recebera recomendações do regime para redobrar o cuidado com a segurança. Mas desconhecia o plano de sequestro que se armara contra ele.

Um plano que só não foi adiante, segundo a versão de Espinosa, porque seus idealizadores desceram ao calabouço antes.

O próprio Espinosa, que se autoatribui a coordenação da ação, foi em cana no dia 21 de novembro de 1969.

Àquela altura, conta ele, a conclusão do plano de sequestro “ainda levaria 15 ou 20 dias”.
“Aconteceria por volta de dezembro. O comando nacional sabia, não houve nenhum veto [...]. Havia uma preparação militar que não estava concluída”.

Decorridos quase 40 anos, Delfim e Dilma, unidos pelos sortilégios do destino, compartilham os ouvidos de Lula.

O ex-czar econômico da ditadura é agora um dos mais assíduos conselheiros do presidente. É também um entusiasta da candidatura presidencial de Dilma.

A atual ministra era tão temida que o Exército chegou a ordenar a transferência de um guerrilheiro preso em Belo Horizonte, o estudante Ângelo Pezzuti, temendo que Dilma conseguisse montar uma ação armada de invasão da prisão e libertação do companheiro.

Durante o famoso encontro da cúpula da VAR-Palmares realizado em setembro de 1969, em Teresópolis, região serrana do Rio, Dilma Rousseff polemizou duramente com Carlos Lamarca, o maior mito da esquerda guerrilheira. Lamarca queria intensificar as ações de guerrilha rural, e Dilma achava que as operações armadas deveriam ser abrandadas, priorizando a mobilização de massas nas grandes cidades.

Do encontro, produziu-se um racha. Dos 37 presentes, apenas sete acompanharam Lamarca. Ficaram com boa parte das armas da VAR-Palmares e metade da fortuna do cofre de Adhemar de Barros. Os demais concordaram com a posição de Dilma Rousseff.

A divergência com Carlos Lamarca não impediu Dilma de manter uma sólida amizade com a guerrilheira Iara Iavelberg, musa da esquerda nos anos 60, com quem o capitão manteve um tórrido e tumultuado romance. Dilma chegou a hospedá-la em seu apartamento, no Rio. Juntas, iam à praia, falavam de cinema, tornaram-se confidentes.

Nos três anos que passou na cadeia, seu nome chegou a aparecer em listas de guerrilheiros a ser soltos em troca da libertação de autoridades seqüestradas — mas a ação que renderia sua liberdade foi malsucedida.

Num presente assim, tão amistoso, a história acaba mesmo virando mero viaduto a ligar os vestígios esmaecidos do real aos indícios vivos da conveniência.

E essa mesma história não engana. Não esqueço das ameaças (lidas e estudadas) do passado, assim como não uso meu poder soberano de voto contra candidatos de indôle extravazadas de ignomínias.

O que o Brasil precisa é de um presidente (a), homem ou mulher, voltado para os interesses de toda a nação, de todas as classes sociais, pensando no bem coletivo, e não apenas ajudar somente os "pobres", na tentativa desesperada de perpetuação de poder.

Atentamos ao fato da bagunça eleitoral que está sendo feita, em uma evidente propaganda eleitoral antecipada, extemporânea, antes de 06 de julho de 2010, por parte da Dilma e de Lula.

Pelo que se vê, o PT e Lula apostam todas as fichas na ex-guerrilheira Estela, melhor dizendo, Dilma, e veremos o desenrolar das "linhas" nos próximos meses.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SPORT CLUB INTERNACIONAL, 100 ANOS DE GLÓRIAS - Os títulos conquistados

1912 - Taça Independência
1913 - Campeão Metropolitano de Porto Alegre (primeiro título)
1913 a 1964 - Campeão da cidade de Porto Alegre (24 vezes de 1913 a 1964, e extra em 1972)1927 - Campeão Gaúcho
1934 - Campeão Gaúcho
1940 - Campeão Gaúcho
1941 - Bicampeão Gaúcho
1942 - Tricampeão Gaúcho
1943 - Tetracampeão Gaúcho
1944 - Pentacampeão Gaúcho
1945 - Hexacampeão Gaúcho
1947 - Campeão Gaúcho
1948 - Bicampeão Gaúcho
1950 - Campeão Gaúcho
1951 - Bicampeão Gaúcho
1952 - Tricampeão Gaúcho
1953 - Tetracampeão Gaúcho
1953 - Campeão do Torneio Quadrangular Régis Pacheco (Bahia)
1955 - Campeão Gaúcho
1956 - Campeão Panamericano representando a Seleção Brasileira
1961 - Campeão Gaúcho
1969 - Campeão Gaúcho
1970 - Bicampeão Gaúcho
1971 - Tricampeão Gaúcho
1972 - Tetracampeão Gaúcho
1973 - Pentacampeão Gaúcho
1974 - Hexacampeão Gaúcho
1975 - Heptacampeão Gaúcho
1975 - Campeão Brasileiro
1976 - Octacampeão Gaúcho
1976 - Bicampeão Brasileiro
1978 - Campeão Gaúcho
1978 - Campeão do Torneio Viña del Mar
1979 - Tricampeão Brasileiro de forma invicta
1980 - Vice-campeão da Libertadores da América
1981 - Campeão Gaúcho
1982 - Bicampeão Gaúcho
1982 - Campeão da Copa Juan Gamper, em Barcelona/Espanha
1983 - Tricampeão Gaúcho
1983 - Campeão do Torneio Costa do Sol, em Málaga-Espanha
1983 - Campeão do Torneio Costa do Pacífico, no Canadá
1984 - Tetracampeão Gaúcho
1984 - Vice-Campeão Olímpico representando a Seleção Brasileira
1984 - Campeão da Copa Kirin, em Tóquio-Japão
1984 - Campeão do Torneio Heleno Nunes
1987 - Campeão do 1º Torneio Internacional de Glasgow-Escócia
1987 - Campeão da Taça Governador do Estado (Quadrangular de C. Grande)
1987 - Torneio da Cidade de Vigo
1989 - Campeão do Torneio de Celta-Espanha
1991 - Campeão Gaúcho
1991 - Campeão da Copa do Estado
1992 - Copa Wako Denki (Japão)
1992 - Bicampeão Gaúcho
1992 - Campeão da Copa do Brasil
1994 - Campeão do Torneio Beira-Rio
1994 - Campeão Gaúcho
1996 - Campeão do Torneio Mercosul
1997 - Campeão Gaúcho
2001 - Bicampeão do Torneio Viña Del Mar-Chile
2002 - Super Campeão Gaúcho
2003 - Bicampeão Gaúcho
2004 - Tricampeão Gaúcho
2005 - Tetracampeão Gaúcho
2006 - Campeão da Libertadores da América
2006 - Campeão da Copa do Mundo de Clubes Fifa
2007 - Recopa Sul-Americana
2008 - Dubai Cup
2008 - Campeão Gaúcho
2008 - Campeão da Copa Sul-Americana
2009 - Campeão da Taça Fernando Carvalho (1º turno do Gauchão)

(Foto: Taça da Libertadores da América (E), Mundial Interclubes Fifa (C) e Recopa Sul-Americana (D) - a Tríplice Coroa)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cuidado com o golpe: estelionatários lucram em rede nacional

O Canal Terra Viva, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, exibe um programa de vendas, de segunda a sexta, das 14:30 ás 15:00.

Neste programa, pessoas que se dizem vendedores de uma empresa denominada "Brasil Inteiro Veículos" vendem máquinas agrícolas, automóveis, motos e caminhões, por um preço convidativo e aparentemente compromissada com o comprador.

No entanto, após confirmar o depósito de pagamento, ou parcela, referente a produto anunciado, o comprador nunca mais vê o bem que acabara de comprar.

Com um conversa mansa, astuciosa, o vendedor recebe o dinheiro via banco, e nunca mais retorna a ligação.

Se o comprador liga para um dos 15 (!!!) números disponíveis, descobre ser a empresa da Paraíba, e que o atendente da ligação pouco liga para o que o desesperado comprador fala.

Alerte seus amigos e seus parentes.

Não caia nesse golpe.

O princípio do Clube do Povo - Inter, 100 anos de história

Data de fundação do clube: 4 de abril de 1909

A origem do Sport Club Internacional está associada a três integrantes da família Poppe: Henrique (foto ao lado), José e Luis. Eles chegaram a Porto Alegre, em 1908, vindos de São Paulo, e logo abriram uma loja. A capital gaúcha se modernizava e progredia rapidamente. Desde o fim do século XIX, possuía fábricas de máquinas, tecidos, móveis e cerveja; há quatro anos os bondes elétricos tinham substituído os puxados a burro; acabava-se de instalar iluminação elétrica em todas as ruas do centro; e a população havia saltado de 73 000 habitantes em 1900 para 120 000 naquele ano de 1908.


Difícil mesmo para os Poppe foi serem aceitos como sócios em algum clube da cidade. Jovens de 20 e poucos anos, eles queriam praticar esportes, de preferência o futebol. Mas o Grêmio, que já existia há seis anos, se fechou para eles. E também os clubes de remo, de tiro, de tênis. A desculpa era sempre a mesma: gente recém chegada, pouco conhecida. A dificuldade que Poppe encontrou acabou servindo de motivação para a criação de um novo clube em Porto Alegre, o centenário Sport Club Internacional.

A Democracia

Os discursos ouvidos nas reuniões sempre giravam em torno de um princípio muito importante para os Poppe e para aqueles que ali estavam. O Internacional estava sendo criado para brasileiros e estrangeiros, uma clara alusão à política de discriminição dos outros clubes de Porto Alegre. E esta democracia de acesso muito cedo oferecida pelo Internacional é a melhor explicação para o fato de que estudantes e empregados do comércio predominassem como jogadores do time. A cada domingo crescia o núcleo dos que iam apoiá-los contra seus adversários.

As cores do Venezianos, o alvi-rubro do Inter surgiu do Carnaval

Nem todos ficaram de acordo com a cor da futura camisa do Clube. Subdividiram-se em dois grupos como fora o carnaval daquele ano, a decisão veio do carnaval de rua entre Venezianos e Esmeraldinos, um vermelho, outro verde. Justamente as cores pretendidas, ou uma ou outra. O resultado da votação tirou da ata de fundação os que defendiam o verde. Mas o racha não esvaziou a reunião, muito menos o Clube. Ficou vermelho e branco para o resto da vida. E, ao contrário dos times de guris que viram o clube de salinha e campo emprestado, o Internacional cumpriu o esforço de eternidade de seu ato de fundação e já completa 100 anos de existência, uma promessa talvez muito maior que a dos Poppe e dos seus amigos do 2º Distrito.


Como nasceu o símbolo colorado?

O primeiro símbolo do Sport Club Internacional era formado com as iniciais - SCI - bordadas em vermelho sobre o fundo branco, sem a borda também vermelha que apareceu logo em seguida. Já na década de 50 aconteceu a inversão, com a combinação de letras passando a ser branca sobre o fundo vermelho.





(Logo: o primeiro distintivo do clube. Mais acima, notícia sobre a fundação do Sport Club Internacional veiculada no jornal Correio do Povo de 1909)