A gravidez da criança pernanbucana de 09 anos, que teria sido vítima de abuso por parte do padrasto, foi descoberta depois que ela se queixou de dores. Ela foi levada pela mãe à Casa de Saúde São José, em Pesqueira (PE). Os médicos classificaram a gestação da menina como de alto risco, pela idade, pelo porte - ela tem1,33 metro e 36 quilos - e por ser de gêmeos.A família dela solicitou a interrupção da gestação, situação que é prevista em lei diante do risco que a menina corre. Na última quinta-feira (26), no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), a criança fez exames que constataram a gravidez de 15 semanas. O Imip deu entrada ao processo de aborto e uma equipe de médicos e psicólogos começou a preparar a criança para o procedimento. Na terça-feira (03), entretanto, o pai biológico da menina solicitou que o aborto não fosse feito. A equipe médica interrompeu o processo, aguardando consenso por parte da família.
Na noite da terça-feira a menina foi liberada pelo Imip à pedido da mãe e levada para o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam). Na manhã da última quarta-feira (04), médicos do Cisam realizaram o aborto.
E mais um caso de estupro contra criança foi descoberto. Desta vez foi no estado do RS, na cidade de Iraí, onde uma menina de 11 anos estaria grávida do padastro. As informações ainda são escassas, mas até o final desta semana devemos saber mais sobre o caso.
A crueldade do ser humano está sem limites. Estuprar mulher já é o descalabro com a vida. E estuprar crianças é a exteriorização da barbárie.
Canalhas doentes como esses, estupradores de crianças, tem de ser punidos exemplarmente. A Justiça tem de dizimar essa podridão com sua espada. Atitudes muitas vezes até incestas nos levam a reflexão: onde, ou em que parte da história ou da vida, houve essa tamanha inversão de valores? Essa distorção de valores? Pois (alguns) "homens" se tornaram extremamente maus, podres, sujos, lascivos, impetuosos, descontrolados, insanos, perversos e cruéis.
E para piorar o quadro lamentável no Recife, há ainda a atitude do arcebispo de Olinda e Recife dom José Cardoso Sobrinho, que resolveu defender o direito a vida de fetos oriundos de uma relação sexual forçada, e a mãe uma menina de apenas 09 anos, sem estrutura corporal suficiente para manter a gravidez de gêmeos.
Os médicos, temendo pela vida da criança estuprada, e com respaldo no que manda a lei penal, no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida, interromperam a gravidez.
E o arcebispo, numa atitude absurda, disse que, aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.
Parece, assim, que a Inquisição Católica está sendo novamente aplicada. Os médicos estão sendo acometidos da mesma maldade com que cometeram a Galilei Galileu, confrontado pelos representantes da Santa Igreja.
A Igreja Católica, assim como outras, parece insistir em erros do passado. Condenar o aborto (como nesse caso), o uso do preservativo, entre outros, é a sentença de que realmente o tempo não avançou, e a contemporaneidade dos dias não permitem mais ideias retrógradas e ridículas como essa do arcebispo.
Engraçado. Tantos escândalos de homossexualismo e pedofilia cometidos por integrantes da Igreja Católica no mundo todo parecem não servir como ensinamento. Tantas crueldades que cometeram ao longo da história contra seus inimigos, como na Inquisição, não deixaram raízes construtivas. Aqui no Brasil, mesmo a crueldade com índios e negros, na catequização, parece que a Igreja Católica não evolui.
A atitude do arcebispo de Olinda e Recife deve ser repudiada, assim como atitudes infâmias de estupradores de crianças.
A Inquisição Católica terminou, e nunca mais deve ressurgir, pelo bem da humanidade. Infelizmente, a crueldade com crianças nasceu e ainda não morreu.
Por tudo isso é que precisamos, além da justiça humana - na lei dos homens - da justiça divina, em que Ele abençoe os bons e dê o devido fim aos maus.