quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A desonestidade humana

É da natureza do desonesto enganar usando mentiras." (Cícero)

Todos os dias nos deparamos com situações, pessoas e atitudes que se encaixariam perfeitamente com o ser 'honesto'.

Lamentavelmente, não raras as vezes nos deparamos com pessoas profundamente desonestas.

Desonestas no falar, no agir, no pensar, no sentir.

A honestidade, e por consequência a desonestidade, encontram-se intimamente ligadas aos "princípios éticos humanos".

A desonestidade é um sentimento anômalo que se exterioriza em ações corruptas e más.

Aliás, a maldade é uma desvirtualização de um dos "princípios éticos humanos", sendo o segundo propósito da desonestidade.

O primeiro propósito da desonestidade é o lucro. É a auferição de vantagem às expensas alheias. É, coloquialmente, a velha trapaça, fazer os outros de bôbos, passar a perna.

Ninguém consegue escapar do desonesto. Repito: ninguém.

O desonesto parece ter o gosto de adentrar na vida social, nas relações humanas, botar suas "garras" e, liso e malandro, esquivar-se de tudo e todos, semeando a falácia.

Quer um exemplo? Um senhor alcolizado e sem carteira nacional de habilitação colidiu seu carro contra outro (veic. 1), que ainda foi empurrado contra outro veículo (veic. 2) que estava estacionado obliquamente (ao lado). A camionete (veic. 1) estava parada (!!!), estacionada em frente a casa do proprietário. Esse senhor colidiu seu antigo carro, causando danos enormes nos dois veículos que estavam parados, estacionados, e depois fugiu! Ainda bem que logo depois a polícia o pegou.

No outro dia as vítimas ligaram para ele. E sabe o que ele disse? Que não iria pagar o conserto dos veículos, porque as vítimas tinham, igualmente, "culpa pelo acidente". Culpa pelo acidente? Com os carros parados e ele embriagado e sem CNH albarroando e causando danos? Isso é o retrato claro de um desonesto!

O desonesto tenta maquiar a cena do crime. Tenta livrar-se da espada afiada da justiça respaldado em alegações fúteis, absurdas, inacreditáveis e espúrias.

Como mudar a situação de tanta desonestidade? Primeiro é preciso que tomemos consciência do que realmente somos para depois empreendermos as mudanças necessárias no nosso comportamento. A partir de então deve-se procurar mobilizar a sociedade como um todo para a necessidade de se aprender a respeitar o próximo. Desonestidade é, sobretudo, desrespeito pelo próximo; todo ato desonesto implica em algum tipo de desrespeito.

Enfim: a desonestidade é um nojo, que merece repúdio e toda forma de contra ataque.