Com uma área de 360 km² e uma população de cerca de 1,5 milhão de palestinos - a maioria deles refugiados das guerras contra Israel, a faixa de Gaza é um território situado no Oriente Médio que faz fronteiras ao norte e leste com Israel e ao sul pelo Egito. É um dos lugares mais densamente povoados do planeta. Habitada há mais de 3 mil anos, a região tem sido o palco de repetidos conflitos desde o século 19, quando um grupo de judeus sionistas sentiu o desejo de fundar, no território controlado pelo Império Otomano, um Estado moderno para a comunidade, em sua terra ancestral, e começaram a criar ali assentamentos. Por razões histórica, cultural e religiosa, tanto palestinos como israelenses reivindicam para si a posse da terra.O século 20 infelizmente foi marcado pelos inúmeros combates entre os dois povos em torno da posse da região. Em destaque, o Plano de Partilha da ONU, em 1947, que aprova a divisão da Palestina entre um Estado palestino e outro de Israel, rejeitado pelos árabes e aprovado por israelenses que criaram seu Estado um ano depois. Também em questão, o conflito árabe-israelense de 1948 e a Guerra dos Seis Dias, em 1967, que expandiram os domínios de Israel sobre o território que incluía a faixa de Gaza.
Em 1987, os palestinos atacam Israel em uma revolta popular chamada "Intifada" ou "levante", em árabe. Munidos de armas simples, como paus e pedras, partem para cima dos israelenses, e também acabam sendo responsáveis por uma onda de atentados mais graves contra os judeus.
Em 2002, Israel começa a construção de um muro de separação entre as duas áreas, afim de evitar a entrada de terroristas palestinos. O Muro da Vergonha, como ficou conhecido na região, foi acusado pelo árabes de ser uma tentativa de anexação de território. No ano seguinte, forças israelenses tomam Arafat de refém na Muqata (QG da autoridade palestina), após uma onda de ataques terroristas em Israel. O líder fica confinado até sua morte em 2004. Em 2005, entra em cena Mahmoud Abbas, do partido Fatah, eleito novo líder da ANP (Autoridade Nacional Palestina).
Atualmente, o Fatah e o Hamas estão unidos em torno de um governo de coalizão e Israel não tem tratado com o governo palestino. O Hamas não reconhece o Estado de Israel, não aceita os acordos firmados até agora e se recusa a renunciar à violência, o que impede o fim do bloqueio internacional. Durante a ano de 2008, atentados e ataques dos dois lados agravam a crise e o líder palestino chega a clamar às autoridades envolvidas no processo de paz que ajudem a resolver a questão ainda no mesmo ano.
Se a declaração é infundada ou não, o fato é que Israel usa insistentemente o argumento do desconhecimento histórico a seu favor para justificar as iniciativas e domínio bélicos na região, devidamente respaldados por ajuda internacional, principalmente, norte-americana. No entanto, o que salta aos olhos do mundo é que se trata de um conflito exagerado, quando um lado conta com a força humana de indivíduos dispostos a se matar, em nome do fanatismo religioso, munidos de foguetes velhos e armas comuns, contra uma nação que não poupa os armamentos de última geração.
Saiba que os árabes detém o controle sobre 99,9% das terras do Oriente Médio. Israel representa um décimo de 1% (ou seja, 0,1%) do total de terras. Mas, ao modo de ver dos árabes, isto é muito. Eles querem tudo. E é essa a razão da briga em Israel hoje. Ganância, orgulho, inveja. Não importando quanto de concessão de terras os israelenses fizessem, jamais seria suficiente.
Creio que a Capital Jerusalém não pode ser Capital também da palestina. Jerusalém é considerada uma cidade sagrada para o judaísmo, capital do Reino de Israel criado por Davi.
Não sou a favor da guerra. Mas também acho impossível Jerusalém servir de Capital para judeus e palestinos, em virtude de ser criada por um judeu, Davi, e ser sagrada para os mesmos. Contudo, acho que o estado da palestina deve ser criado, tendo soberania e Capital própria.
Por enquanto, o que fica é uma inundação de sangue palestino e israelense.
(Síntese: babel.com)