A inveja é um produto social e histórico, sentimento esse arraigado no capitalismo, no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação; a inveja seria a arma dos "incompetentes".
Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.
“A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come.”
O dicionário Aurélio diz: “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.”
A inveja corrói os olhos, o coração, a alma do indivíduo. Mata tudo aquilo construído ao longo da trajetória do ser.
Sem ter medo de nada, a inveja grita alto pelas entranhas humanas até ser exteriorizada por gestos, falas, maus-olhados e nojo.
A inveja é prima da maldade e irmã da infelicidade.
E ainda existe a inveja profissional. Essa assola os corredores dos Escritórios, das Comarcas, dos consultórios e gabinetes.
A inveja corrompe o amor e destrói a saúde.
É, mesmo, como a gripe mal curada: os sintomas surgem de uma hora para outra. E mais. A gripe mal curada pode causar uma epidemia - a inveja ao extremo leva à desgraça e à loucura.
A inveja é o descalabro do homem.
