terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A inveja profissional

A inveja é como uma gripe mal curada: vai aumentando a cada situação extrema.

A inveja é um produto social e histórico, sentimento esse arraigado no capitalismo, no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação; a inveja seria a arma dos "incompetentes".

Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

“A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come.”

O dicionário Aurélio diz: “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.”

A inveja corrói os olhos, o coração, a alma do indivíduo. Mata tudo aquilo construído ao longo da trajetória do ser.

Sem ter medo de nada, a inveja grita alto pelas entranhas humanas até ser exteriorizada por gestos, falas, maus-olhados e nojo.

A inveja é prima da maldade e irmã da infelicidade.

E ainda existe a inveja profissional. Essa assola os corredores dos Escritórios, das Comarcas, dos consultórios e gabinetes.

A inveja corrompe o amor e destrói a saúde.

É, mesmo, como a gripe mal curada: os sintomas surgem de uma hora para outra. E mais. A gripe mal curada pode causar uma epidemia - a inveja ao extremo leva à desgraça e à loucura.

A inveja é o descalabro do homem.