terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tiroteio, racismo e homossexualismo nas torcidas organizadas do Grêmio, segundo relato de torcedores

Na raiz da briga de domingo à noite entre as torcidas "geral" e "máfia tricolor", que acabou em tiros e com dois torcedores baleados nas imediações do olímpico, está uma denúncia de racismo e de homosexualismo e a divisão da "geral" do grêmio, ocorrida pocuo depois da eleição presidencial.

- Uma das facções da "geral" é a "geral ataque surpresa - gas" . Eles não gostam de negros, homossexuais e mulheres. (...) Tentaram impedir que colocássemos uma faixa em homenagem ao Everaldo por ser negro - denuncia Ricardo (foto).

- Nem imagino o que seja essa "gas". Posso garantir que a "geral" conta com muitos negros e mulheres. E (...) homossexuais também - responde um membro da "geral" que pede para não ser identificado.

Titular da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, o delegado Bolívar Llantada disse que “é questão de dias” a identificação dos autores dos disparos contra integrantes da "máfia ricolor".

— Mesmo tendo só dois delegados para investigar 535 homicídios, não deixaremos de dar atenção a este caso. Temos 30 dias para finalizar o inquérito, mas a autoria é quase conhecida — garante.

— Não é a imagem do Grêmio e, sim, a do futebol que fica abalada. Não considero torcedor quem pratica esse atos. É caso de polícia — reagiu o presidente Paulo Odone.

Familiares das vítimas prometem entrar com ação conjunta contra o Grêmio. Dizem se tratar de um episódio em área anexa ao estádio. Integrantes da "máfia" prometem divulgar o nome dos atiradores.

(Síntese extraída de http://www.clicrbs.com.br/)