quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Eleições 2008 - Candidatos no divã?

Realmente as eleições 2008 estão mudadas. As novíssimas alterações na legislação eleitoral acabaram por amornar, por assim dizer, aquele calor das eleições de outrora.

Com a proibição dos showmícios; das festas, almoços e jantares para os coligados, partidários e simpatizantes, com exceção de serem pagos, no escopo de arrecadação para campanha; no cumprimento da preceito fundamental do direito eleitoral, que é da eqüidade, ou igualdade; é que então cominaram em eleições muito diferentes. Ressalta-se inclusive urbanizadamente mais límpidas, na proibição total de fixação de propagandas eleitorais em postes de iluminação ou cruzamentos, enfim, nos bens públicos e de uso comum.

A vantagem disto tudo é a significativa diminuição dos gastos das coligações e partidos, que, na figura de seus candidatos, terão que usar toda a força do proselitismo político para conquistar seus eleitores, na conquista dos votos, na conquista da união, da aceitação de suas propostas. Seria como colocar o eleitor no colo, sem meios termos.
Contudo, nem todos os candidatos têm esse carisma, essa experiência política para investir de peito aberto, no corpo-a-corpo, na conquista do tão almejado retorno nas urnas eletrônicas, nos votos virtuais, pois outrora era relativamente menos difícil fazer política, usando os showmícios e festas como pedido e conquista de votos, ao invés de pouco discursar aos microfones. Cite-se o exemplo do presidente Lula, que em seus comícios falava apenas 20 minutos e oferecia, sem custos à "platéia", shows sertanejos com mais de duas horas de duração.
Estariam então, nestas eleições, alguns candidatos perdidos? Quem sabe até mesmo, candidatos no divã? A resposta virá nas urnas.